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O Experimento Psicológico Que Participei

Tenho 25 anos e por alguma razão nunca consegui me dar muito bem na vida. Meu currículo consiste em "bicos" atrás de "bicos". Mesmo que eu tenha uma formação. Não tenho vícios e não sou preguiçoso. Pra ajudar, tenho duas crianças que dependem de mim, que crio sozinho. 

Creio que esse é o resumo do porquê pulei de cabeça para participar em um experimento psicológico na BYU. Estavam oferecendo 500 dólares por um único dia de trabalho. Não era possível para mim deixar esse tipo de dinheiro fácil escorregar por entre meus dedos. Pela primeira vez poderia comprar presentes de Natal para minhas filhas que não iriam ser comprados de segunda-mão em brechós. 

Toda essa emoção e ansiedade foi o que me fez não ler direito o contrato que Dr. Phelps me alcançou para assinar. Desde aquele dia, li e reli o contrato diversas vezes, enjoado com as coisas que deixei passar em branco. 

Haviam cláusulas que permitiam que os pesquisadores tivessem acesso a documentos e registros privados dos participantes. Acho que foi assim que conseguiram tudo que precisavam de antemão. E havia outra cláusula que especificava que eles não seriam responsáveis por nenhum efeito colateral provocado pelo experimento. 

Mas ainda assim esqueceram de adicionar a cláusula de discrição, e essa é a razão de eu poder publicar e denunciar as condições inumanas que me fizeram passar. Não só eu, claro. Eles fizeram quatro de nós viver o inferno na terra. 

O campus da faculdade era perto da casa da babá, então fui caminhando. Estava por volta dos -5 gruas, mas nada podia me atingir. Não com a felicidade de que estaria com mais 500 dólares na minha carteira no final do dia. 

Fizeram nós nos espremer na minúscula sala de professores enquanto esperávamos para ser chamados. Tínhamos recebidos instruções de não conversarmos ou fazer qualquer tipo de comunicação uns com os outros durante a espera. 

A primeira foi uma mulher chamada Whitney, que recebeu uma venda e foi conduzida até o final de um corredor. O próximo foi um homem chamado Josh, que recebeu uma pilha de fichas e foi conduzido para a mesma direção, mas sem ser vendado. 

O próximo foi eu, vendado. Fiquei um pouco desconfortável no começo, mas o assistente que me conduzia tinha uma voz passiva e educada. Quando me mandou sentar, ouvi um espirro feminino ao meu lado. Supus que estivesse sentado ao lado de Whitney. Ouvi a última participante, a qual não sabia o nome, entrar e Dr. Phelps pigarreou. 

"Dois de vocês estão sentados e vendados e diante de vocês estão mais duas pessoas  de pé com fichas que contém instruções especificas. Vocês estão pareados por gênero: homem submisso, mulher dominante, e vice-versa; os sentados são os submissos, obviamente. Danos físicos não serão causados em vocês, obviamente."

Ouvi Whitney dar um suspiro de alívio. De repente me senti mais aliviado também. Mas ainda assim o silêncio e as vendas me deixavam tenso. 

Ouvi o som das fichas sendo mexidas e uma voz tremula quebrou o silêncio. Pertencia a um rapaz. 

"Whitney, seu irmão foi assassinado recentemente, certo? Tenho algumas-"

"Espere! Terrance, droga, temos que por o abafador de sons no outro," gritou Dr. Phelps. 

Ouvi uma certa movimentação pela sala, ouvi também palavrões e pedidos de desculpa e de repente enormes fones de ouvidos cobrindo minhas orelhas. Não consegui ouvir nada. 

Então fiquei lá sentado, pensando em Whitney e seu irmão falecido. Naturalmente, comecei a pensar em minha esposa, Jennifer, antes do fatal acidente de carro. Sempre tentava me lembrar dela com vida, mas nunca consigo me esquecer como estava em seus últimos momentos na cama do hospital, em coma, coberta de queimaduras de terceiro grau. 

Parecia que tinham passado horas até que meus fones fossem retirados dos meus ouvidos. Uma porta pesada tinha acabado de ser fechada com força e pude ouvir através das  uma mulher chorando e gritando com alguém, arrastar de pés no chão de madeira e gritos esgotados para que deixassem ela ir embora. 

Pelo silêncio ao meu lado, pude pressupor que tinha "convidado" Whitney a se retirar, se é que você me entende. Mas por que ela estava chorando e gritando tanto? Eu só sabia uma pequena parte de que tinha algo a ver com seu irmão falecido. 

"... Era de se esperar," pude ouvir o professor falando para alguém. "Eles leram o contrato". 

"Mesmo assim, senhor," uma outra voz respondeu rapidamente. "Isso foi... cruel."

O Dr. pigarreou mais uma vez, cortando o assistente, e falou em alto e bom som: "Pode continuar, Lilly." 

Ainda podia ouvir os gritos lá fora, se distanciando cada vez mais. Isso fez com que um sentimento de pavor acordasse em mim, como se fosse uma doença e pensei em arrancar a venda naquele momento. Pensei em exigir saber o que acontecera com Whitney. Pensei em questionar todo o experimento, mas então lembrei das minhas meninas. Me lembrei que estava ali por elas. 

"Eu... sinto muito" sussurrou a outra participante, Lilly. Pelo som de sua voz, parecia estar a poucos metros de mim, na minha frente. "Sinto muito". 

"Leia as fichas, Lilly", brandou Dr. Phelps. "Não diga mais nada, por favor". 

"Meu nome é Lilly Briscoe e conheci sua mulher antes de assassiná-la" 

Mesmo sabendo que estava lendo, aquela frase fez com que os pelos da minha nuca se arrepiassem. Jennifer não tinha sido assassinada. Tinha sido algo repentino, um acidente seguido de fuga, certo? Tentei me convencer que aquilo fazia parte do experimento, mas quanto mais Lilly lia, mais convincente ficava que tudo aquilo que dizia era verdade. 

"Sua esposa e eu estudávamos juntas aqui na BYU. Estudei com você também." ela continuou "Provavelmente não se lembra de mim, mas eu sentava no fundo de uma das aulas que você frequentava. Sou a garota que você chamou de idiota na frente de todo mundo porque achei que a Austrália ainda fazia parte da Inglaterra." 

Lembro disso! Mas não o nome dela. Não conseguia nem lembrar do rosto da garota. Será que era ela mesmo?

"Eu tinha mais aulas com Jennifer, então começamos a ter o mesmo circulo de amizade. Me lembro de você sempre ser anti-social, então nunca estava junto. Mas sua esposa só continuou o seu legado. Sempre achava maneiras de me fazer parecer uma idiota. Uma vez eu e ela tivemos que ir fazer xixi na mesma hora em uma festa que tinha apenas um banheiro. Ela entrou na minha frente, trancou a porta e ficou mais de uma hora falando com você no telefone enquanto eu esperava. E não pude esperar mais. Mijei nas calças e todo mundo viu". 

Lilly não parecia mais estar lendo as fichas. Quanto mais falava, mais pessoal seu tom de voz ficava. Estava começando a parecer que aquela mulher maldita tinha realmente assassinado minha esposa. 

"Me perdoe", sussurrou novamente. 

"Lilly," o professor proferiu. 

"Quatro meses atrás," ela falou, mais baixo do que a última vez. Sua voz ficava cada vez mais baixa. Continuou. 

"Quatro meses atrás alguém bateu com o carro no da sua mulher e fugiu do acidente. Eu estava bebendo em um bar próximo naquela noite. Me lembro de como cambaleei para lá e para cá até meu carro. Que estava confusa, visão duplicada. Estava bêbada, mas não bêbada demais, tanto que notei o carro de Jennifer parado no sinal vermelho. Lá estava.. aquela... Aquela vadia. 
Ela começou a virar para a direita e acelerei, disparando em direção dela. Não sei o que tomou conta de mim, fiquei possuída. Meu carro tinha se tornado uma extensão da raiva que desenvolvi por ela, então acelerei o máximo que pude e me preparei para o impacto. Eu vi a cabeça dela bater contra o vidro com uma explosão de sangue. 
Demorei poucos segundos para me recuperar, mas meu carro ainda estava funcionando. Eu poderia ter feito algo. Poderia ter aberto a porta do motorista, tirado ela de lá, mas..."

Lilly fez uma pausa e falou com outra pessoa, alguém que estava ao lado dela. "Não consigo. Meu Deus do céu, por que estão me fazendo fazer isso? Olhe para ele. Eu..."

"Você não receberá o dinheiro se não terminar, Lilly" vociferou Dr. Phelps. 

"Eu vi que o carro estava pegando fogo!" Lilly gritou, vomitando as palavras como se fossem veneno na sua boca. 

Pude sentir a determinação dela terminar o experimento, porém misturada com a relutância de articular as palavras. Estava claramente em conflito, mas algo fez-a continuar. Ela estava finalmente se confessando? Por isso era tão difícil? 

"E então fiquei lá" falou rapidamente, tropeçando nas palavras. "Olhei pela rua, tendo certeza que não haveriam testemunhas enquanto eu mantinha a porta fechada com meu carro. O fogo se espalhou no interior. Mesmo que ela empurrasse e empurrasse a porta para sair, não movi meu carro nenhum centímetro. Continuei bloqueando a única saída dela."

Algo começou a ferver dentro de mim. Eu não me sentia mais em um experimento psicológico. Eu não estava em lugar nenhum a não ser em minha própria fúria. Podia ver tudo o que ela descrevia acontecendo diante de meus olhos. Era como se eu estivesse lá na rua, na noite, sentado ao lado de Lilly vendo minha mulher queimar até a morte. 

"E os gritos de socorro de Jennifer eram como música para meus ouvidos!" Lilly berrou, como se lutasse contra sua própria vontade. "E olhei para ela, diretamente em seus olhos... Seus olhos se arregalavam quando me reconheceu e eu... e..." Lilly estava se engasgando com as próprias lágrimas, quase sem conseguir continuar. "E eu ri do medo dela. Da vida dela em minhas mãos. Aquela... vadia efêmera... Então vi um carro se aproximando e dei ré e fugi antes que alguém pudesse me ver. Mas fiquei sabendo que ela sofreu pra caralho antes de desistir e deixar você sozinho com duas crianças." 

Ouvi as fichas caindo no chão, e antes mesmo que pudesse perceber, eu já estava de pé. Em apenas um movimento e arranquei a venda e coloquei minhas mãos envolta daquele pescoço magro. A raiva era tanta que demorou alguns segundos para que conseguisse enxergar alguma coisa. Então vi. Não havia medo nos olhos dela. Não havia malicia, não havia ódio. Só consegui ver tristeza dentro daqueles profundos olhos azuis. 

Então a soltei, antes mesmo do assistente botar as mãos em mim. Tentei falar, mas nenhum som saiu. Ficamos parados, em silencio. 

"Você não a matou," falei, por fim. "Maldito experimento". 

Achei que descobrir aquilo iria me relaxar, mas não. Aquele ácido continuava a corroer meu estomago enquanto eles escoltavam Lilly para fora da sala, ela tremendo e chorando. O professor esperou um pouco até se aproximar de mim com um envelope. 

"Bem, você arruinou o experimento," ele disse. "Pelo contrato, eu não deveria te pagar. Você tinha que continuar com a venda e responder perguntas sobre quais processos legais e sentenças a assassina da sua esposa deveria ter recebido... Mas acho que nós todos sabemos muito bem o que você teria dito. 

"Pena de morte," falei vagamente. 

Minha mente ainda girava, então demorei uns segundos para lembrar do experimento. Ainda estava com aquela sensação violenta de que minha esposa tinha realmente sido assassinada, e não que tinha sido um acidente seguido de fuga. Era incrível como uma dor que eu já sentia podia ser aumentada em níveis que eu nem sabia ser possível. 

Dr Phelps me deu o cheque e me escoltou até a rua. 

"Sabe, essa é um dos erros fundamentais no nosso sistema judicial. Quando você deixa que os familiares do falecido ouçam o que aconteceu de primeira mão ou que ouçam a voz do assassino, todos declaram a pena de morte. Ou continuam lutando por anos a fio para que estes não fiquem livres."

Pensei nisso enquanto voltava para a casa da babá, pelo frio absoluto. Mas eu não via aquilo como um erro. Talvez não seja certo sentenciar alguém de morte, mas com certeza eu o faria se estivesse ouvido Lilly no julgamento. Porra, eu teria a matado com minhas próprias mãos. 

Esse dia me atormenta tanto quanto o dia que Jennifer morreu, mas mal posso esperar para ver o sorriso no rosto das minhas filhas enquanto rasgam o papel de presente sentadas perto da árvore de natal. Apesar dessas imagens assustadoras e depressivas que continuam a aparecer na minha mente, uma coisa eu sei: Nesse Natal minhas filhas iram receber muitos presentes. 



Autor: The_Real_Mugen 
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Ritual Quebrando as Barreiras

A muitos anos atrás, Umas pessoas, Que queriam, Se Tornar Ricas, Gananciosas e Que só Pensavam em mais Nada além de dinheiro e Mais Dinheiro, E Pessoas que chegaram ao ponto da Miséria total, Pessoas que Ficavam Falidas, Faziam Um Ritual Que Eles Chamavam De: Quebrando as Barreiras. O que Acontece se você quiser sair da miséria ou simplesmente deseja se tornar rico e abrir todo potencial ou aumentar toda sua inteligência, E tiver tudo para realizar os seus maiores ou seu sonho. Agora como eu faço para conseguir tudo isso? Primeiramente tenha em mente que quando você tive realizado este (Ritual Quebrando as Barreiras) Você não vai sentir nada de bom, Não vai ser como se você estivesse entrado no Paraíso, Ao Contrário vai ser Como se você estivesse morrido e entrado no inferno. Como Realizar o Ritual 1Passo: Você deverá ir à Procura de uma casa abandonada, qualquer uma serve, Entre nela e Procure um Quarto escuro Sem nenhuma luz e sem nenhuma janela, E que tenha uma lâmpada. 2 Passo: Agora você vai precisar de um papel e um alfinete, Enfie o Alfinete em um Dos dedos Da Mão em que Você escreve e com o sangue escreva no papel: Inin Yu Sa De Mi A Vocus Invokis. 3 Passo: Agora você terá 10 Segundos para fechar a porta, Caso contrário você morrerá. 4 Passo: Agora as Coisas vão Começar a ficar sérias depois de ao menos 1 Minuto Que Você fechar a Porta, Você irá ver Uma Coisa na Sua frente, O Seu maior Medo, Ele irá fazer tudo de ruim com você coisas que você não consegue nem imaginas, você não irá morrer, Nem irá conseguir suicidar, Você vai ficar sentindo Dor, Este seu maior medo irá fazer tudo de ruim com você por 5 Hrs, Você poderá gritar o quanto quiser mas ninguém irá te ouvir. 5 Passo: Depois que a Seção de Tortura Extrema Tiver acabado, Você Irá Ver Coisas horríveis como a pessoa em que você mais ama te traindo, Sua Mãe morrendo de Modos Brutais, E Coisas Muito Piores. 6 Passo: Você irá ficar 10 Minutos sem conseguir se Mecher ou se Mover, Vai ser os Minutos pra você se preparar para o que estar por vir. 7 Passo: Você não irar mais controlar seu corpo, Armas serras elétricas, espadas, Pistolas, Machados, Tudo quanto é tipo de armas que você conhece irão aparecer em sua frente. 8 Passo: Você irar pegar As armas uma por uma e começarar a testalas em si próprio, Possivelmente irar ficar se Ferrando todo Por Umas 2 Hrs. 9 Passo: Agora depois de ter dado um teste nas suas armas, Um Homem Aparecerá na sua frente, Se Você for Mulher, Será uma Mulher que Vai Aparecer, Se Você for Lésbica ou Se Você For Gay, Você já Sabe. Esse homem ou essa mulher Começará a te Estrupar Violentamente, Por umas 4 Hrs. 10 E Último Passo: Depois de ter Sido Estrupado (a) Você começará a se Mutilar Pouco a Pouco lentamente, Começará A Arancar Seus Próprios Olhos E Ficará por 1 Hr Assim Lentamente Se Multilando fazendo com que essas Sejam as piores coisas que iram te acontecer você vai sentir a dor de levar um tiro na cabeça e tudo de pior que você pode imaginar pós essa 1 Hr Não vai ser só de mutilação, Vão ser as Horas das Piores Dores. Depois que tiver passado por tudo você irá acordar na sua cama ou na sua rua bem se você for algum Mendigo, Com Sua Mente Totalmente mudada, Você irá Conseguir Tudo o que sempre Desejou, Sonhou Ter Ou Fazer. Eu não aconselho ninguém aqui a fazer, Se quiser ser rico ou tals. Se você Quiser Fazer Faça, Não estou Obrigando ninguém a fazer nada mais depois que estiver Sentindo Não venha Me Culpar.

Fonte: Medo B
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Ghost Stories: Nunca ande sozinho à noite

Grilos cantavam na noite quando me sentei na varanda e os ouvi discutir de novo... "Não podemos permitir que você gaste desse jeito!" "Foi apenas uma noite com os meus amigos! Você está tentando colocar a culpa da nossa ruína financeira em mim?!" Eu suspirei e escondi meu rosto em minhas mãos. Odiava quando meus pais brigavam, e hoje não era uma noite em que eu pretendia permanecer sentado, ouvindo. Chutei cada pedra em meu caminho, enquanto velozmente descia a calçada, rumo a uma caminhada incerta pelo bairro. Eu até relaxei um pouco depois que a casa sumiu de vista, mas a depressão surgiu e me tragava a cada passo. Minha casa não era mais um lugar agradável, não era mais um lar... Eu tinha que fugir, tinha que sair de perto dos meus pais que faziam questão de brigar todo maldito dia por causa de dinheiro... Mesmo que eles nunca dirigiram a palavra especificamente a mim, me sentia ameaçado e violado naquele ambiente de guerra. Estava pensando nisso tudo quando de repente minha mente voltou à realidade. Minha pele se arrepiou abruptamente. O mundo ao meu redor ficou em silêncio; mesmo os grilos pararam de cantar. Sem saber o motivo dessas estranhas sensações, comecei a andar mais rápido. Então, meus ouvidos captaram o distinto som de passos - passos além dos meus. Fiquei estático e girei a cabeça, procurando uma fonte para esses passos por entre a escuridão. Não havia nada lá, nem um gato de rua sequer. "Não é nada", sussurrei em meio ao silêncio. "É apenas a minha imaginação." Mais aliviado, me preparava para voltar à minha caminhada, porém, quando me virei e olhei para a frente, segurei um grito na garganta: um menino estava a menos de um metro de mim, com a mão estendida. Havia uma expressão estranha no rosto dele - não um sorriso, nem uma carranca; apenas uma cara um tanto quanto vazia, meio triste... "Eu sou Jason Paige", disse ele. Consegui deixar escapar o meu nome, enquanto gaguejava, "Como é que você veio parar na minha fren-" "Podemos caminhar?" Ele me interrompeu, e fez um gesto em direção às ruas. Atordoado demais para fazer qualquer outra coisa, eu apenas concordei com a cabeça e nos adensamos mais nas ruas do meu bairro, e se bem me lembro, visitamos até bairros vizinhos, visto que passamos um bom tempo na companhia um do outro. Enquanto conversávamos, eu perdi meu medo e percebi que estava adorando conversar com ele. Horas se passaram; entramos no próximo bairro, e eu quase não notei... Não até que olhei para o meu relógio, que marcava 02:00 am. "Droga! Está muito tarde. Eu tenho que ir para casa, Jason!" "Eu vou levá-lo até lá", disse ele. Ficamos em silêncio na volta, até chegar ao fim do caminho e pararmos na porta da minha casa. Quando tentei perguntar-lhe se ele estava em alguma rede social ou se poderia me dizer onde morava para mantermos contato, ele me interrompeu com uma tosse, olhou-me profundamente nos olhos e disse, firmemente: "Nunca ande sozinho à noite." Eu pisquei para ele, confuso, mas ele já estava indo embora. Eu abri minha boca para chamá-lo de volta, mas a voz de minha mãe me interrompeu: "...Onde você se meteu?! Você viu que horas são?!" Eu murmurei simplesmente que saí para dar uma volta, me esgueirei até as escadas e me atirei na cama, onde levei mais de uma hora para adormecer. Fiquei pensando em como eu era um esquisito solitário, vítima de bully na escola, que mal aguentava ficar dentro de casa devido às brigas familiares constantes, sem nenhuma única pessoa para conversar... E em como Jason foi a coisa mais próxima de um amigo que eu já tive e que provavelmente nunca mais o veria, já que ele não me passou nenhuma forma de contato. Na manhã seguinte me sentei à mesa para tomar café da manhã junto com meus pais, arrastando ruidosamente minha cadeira no chão a fim de encarar uma tigela cheia de cereal empapado. Meu pai balançou a jornal, franzindo a testa: "Você conhece um tal de Jason Paige? Ele tinha a sua idade. Viveu num bairro aqui perto." Minha colher congelou a meio caminho de minha boca, e um calafrio correu em minha espinha. "Ele foi assassinado na noite passada", meu pai continuou. Sua carranca se aprofundou. "Alguns bullies ao longo da rua YM. Cerca de 10:30, diz aqui." "E você saindo sozinho para dar voltinhas de madrugada!" Minha mãe ralhou. Ignorei e encarei meu cereal para esconder minhas lágrimas... Mal sabia ela que estive muito bem acompanhado na noite passada.
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Como usar um elevador para ir para o outro mundo

O que você precisa: um prédio com 10 andares ou mais com um elevador.
1. Entre no elevador sozinho (o elevador deve estar vazio também).
2. Quando entrar no elevador, siga a ordem: 4ª andar > 2º andar > 10º andar (se alguém entrar no elevador em algum desses andares, o ritual será desfeito).
3. Quando você chegar ao 10ª, pressione o botão do 5º andar sem sair.
4. Quando você chegar no 5º andar, uma mulher jovem vai entrar e irá acompanhá-lo no elevador. (Não fale com ela)
5. Depois que a mulher entrar, pressione o botão 1 º andar.
6. Depois de pressionar o botão do 1 º andar, o elevador vai levá-lo até o 10 º andar, em vez de levá-lo para o chão. (Você poderá apertar os botões dos outros andares, assim você não completará o ritual, mas também essa será a sua última chance de desistir do mesmo) Há apenas uma maneira de verificar se você foi bem sucedido no ritual ou não; O mundo que você chegou deve ter apenas uma pessoa – ou seja, você. Eu não sei o que acontece depois que você chega lá. Mas posso dizer uma coisa, a mulher que entra no elevador no 5 º andar não é humana.
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Escuridão

Tudo isso começou quando me mudei para a minha casa nova. Sim, é bem clichê. Acredite, eu sei, mas foi o que aconteceu. Eu nunca tive nenhuma experiência sobrenatural antes e, apesar de ter certo interesse pelo assunto, nunca esperei que algo acontecesse comigo. Eu consegui alugar a casa por um preço bem pequeno. Não pensei muito nisso porque era um lugar velho e não ficava em um dos melhores bairros, então achei que era um bom negócio. Depois que me mudei, as coisas até correram bem por um tempo.
Eu não me lembro exatamente quando começou, porque parecia não ser nada de mais naquela época. Eu deixava uma luz acesa na cozinha ou no banheiro e voltava para encontra-las apagadas. Honestamente, eu pensei que estava simplesmente esquecendo que as tinha apagado antes de voltar. Depois de um tempo, eu comecei a refletir e passei a deixar algumas luzes acesas de propósito. Às vezes, nada acontecia. Às vezes, eu voltava e encontrava as luzes apagadas.
Nesse ponto eu percebi que havia algo errado. Não estava realmente assustado, mas confuso. Pensei que pudesse haver algo errado com a parte elétrica. Comecei a deixar luzes acesas com mais frequência (ferrou com a minha conta de energia elétrica), pois pensei que poderia ter alguma pista do porque as luzes se apagarem sozinhas aleatoriamente. Foi aí que as coisas tomaram outro rumo.
A primeira vez que me lembro de algo realmente doido ter acontecido foi quando deixei as luzes da cozinha e da sala de estar acesas enquanto dormia. Eu acordei com um rosnado gutural ecoando na cozinha. Do quarto dá pra ver o corredor que leva à sala de estar, que está conectada com a cozinha. Eu me lembro de acordar e pensar que havia um animal ou algo assim na minha casa. Eu olhei pelo corredor, na direção da sala de estar, e vi a luz apagada. Alguém havia desligado o interruptor da cozinha. Ouvi outro rosnado baixo, dessa vez da sala de estar, e eu quase gritei quando vi uma forma escura cruzando a entrada do corredor, para em seguida a luz da sala de estar também se apagar. Mas eu não pude ver exatamente o que era. Parecia uma sombra ou algo parecido. Não que isso importasse. Eu estava apavorado. Eu saltei da cama e acendi a luz, esperando que houvesse algo no quarto, pronto pra me pegar.
Nada. Não havia nada no quarto. Eu soltei um suspiro e então atravessei lentamente o corredor até a sala de estar. Assim que cheguei ali, praticamente voei para acender o interruptor novamente. Mais uma vez, nada. Depois foi a cozinha e, novamente, nada.
Eu estava começando a achar que havia sonhado tudo aquilo, mas quando fui apagar a luz da cozinha, eu parei. Veja bem, eu era um homem adulto, mas lá estava eu, apavorado para apertar o interruptor. E vou admitir, dormi com todas as luzes acesas naquela noite.
Aquilo foi um erro.
Quando acordei na manhã seguinte, todas as luzes estavam apagadas novamente. Eu me forcei pra fora da cama e estremeci, sentindo o corpo dolorido. Eu afastei os lençóis e vi grandes marcas vermelhas ao redor dos meus braços e pernas. Parecia que algo tinha me arranhado durante a noite. Isso me deixou aterrorizado, mas foi bem pior quando eu vi o que tinha acontecido.
Cada fonte de luz que eu havia deixado ligada estava quebrada.
Cada lâmpada que estava acesa na noite anterior estava quebrada, retirada do soquete e esmagada. O ar congelou na minha garganta conforme eu olhei ao redor. Havia alguma coisa totalmente fudida aqui. E algo tentou… bem, fazer alguma coisa comigo. Eu liguei pro trabalho e disse que iria faltar, e fui imediatamente substituir as lâmpadas.
Eu não sabia o que fazer. Eu pensei em ir embora mas - e eu sei que isso provavelmente vai soar estúpido – essa era a minha casa. Era minha primeira vez morando longe da minha família e essa era a MINHA casa. Eu não podia desistir. Então... eu fiquei.
Mesmo quando tudo piorou.
Apesar de eu começar a ficar apavorado com a escuridão, eu realmente não conseguia dormir com a luz acesa no quarto à noite. Mas eu deixava outras luzes acesas, como a do corredor ou da sala de estar, que me permitiam enxergar muito bem no meu quarto escuro. E quase toda noite eu acordava no meio da madrugada, ouvindo algo rosnar e perambular pela sala de estar, para em seguida as luzes se apagarem. Eu não queria ir lá olhar. Eu estava apavorado com o pensamento de estar na mesma sala que o que quer que fosse aquilo. Então eu me encolhia na cama e rezava para ele nunca entrar no quarto.
Certa noite, quando isso já vinha acontecendo há algum tempo, eu fiquei de saco cheio. Comprei uma arma e liguei cada luz da casa. Então sentei no meio da sala de estar com a arma no colo e com um taco de baseball do meu lado. E esperei. A princípio, nada aconteceu por um bom tempo. Cerca de duas da madrugada, eu comecei a ouvir. Curiosamente, estava atrás de mim. Eu me virei e espiei o corredor para o meu quarto, e pude ouvir aquele grunhido familiar. Eu engoli em seco, segurei a arma em uma mão e o taco na outra, e lentamente dei alguns passos para o lado, para ter uma visão melhor do quarto. Assim que comecei a enxergar minha cama, ouvi uma batida alta, seguida de um rosnado inumano. Eu, sendo o homem corajoso que sou, dei um pulo pra trás, me afastando do corredor. Eu queria acabar com tudo isso, santo deus, mas eu não queria lidar com aquela coisa! Eu podia ouvi-la quebrando e esmagando mas, não sei como, consegui ouvir um “click”. E então, nada. Lentamente, eu voltei a espiar o corredor e a luz estava apagada de novo. Respirei fundo e segui em frente, com as armas prontas.
Quando cheguei ao meu quarto e liguei a luz, eu engasguei. Minha cama estava destruída, totalmente despedaçada. Era como se algum animal tivesse avançado nela e a destroçado completamente. Eu dei um passo à frente para ver o que tinha sobrado da cama e fiquei ali parado por sabe deus quanto tempo. Só me virei quando ouvi o som familiar de um grunhido. Parado perto da minha porta, bem ao lado do interruptor, foi quando eu o finalmente o vi.
Era um homem, alto e apodrecido, com um corpo deformado que parecia ter sido usado como brinquedo de cachorro, e estava ali, olhando pra mim. Eu fiquei tão chocado que nem ergui minhas armas. Ele me encarou apenas por um momento e então... desligou a luz. Eu gritei. Nem tenho vergonha de admitir. Gritei e saí correndo. Nem liguei que ali era onde aquele… homem… estava. Eu corri direto por onde eu havia o visto, sacudindo o bastão que nem louco. Eu quase fiz um buraco na parede quando corri para a segurança iluminada do corredor. Eu me virei para olhar, bem a tempo de vê-lo novamente, perto do interruptor do corredor. Ele desligou aquele também. Naquele ponto, eu não queria lutar. Eu queria estar em segurança. Eu corri e atravessei a sala de estar, e fui direto pra luminosidade da cozinha.
Eu ouvi o som do rosnar e arranhar ao meu redor, e sabia que ele estava voltando. Olhei pra trás para ver, mais uma vez, o corpo deformado e apodrecido de um homem apagar outra lâmpada com o dedo quebrado, me fazendo mergulhar em trevas aterrorizantes. Eu disparei na direção da sala de estar.
Essa seria minha última tentativa. Eu teria que lutar aqui. Fiquei bem próximo de um abajur, que era minha última linha de defesa. Ele adorava a escuridão, então eu iria ficar bem aqui. Perto dessa lâmpada reconfortante. Eu esperei que ela se apagasse... mas não o fez. Olhei ao redor e... silêncio. Nada além de silêncio. Então eu me virei para olhar para aquela benção de lâmpada que se recusava a se render. Eu percebi que estava rindo, uma risada insana, mas VIVA, e pensei que tudo finalmente ficaria bem. Eu me aproximei e juro que quase abracei aquele abajur.
Até que eu ouvi.
Ouvi o rosnado vindo não das minhas costas, mas da minha frente! Daquela lâmpada. Meus olhos se arregalaram e eu olhei enquanto a luz se intensificava. Eu tropecei para trás e não sei o que aconteceu, acho que esbarrei em alguma coisa. Só sei que eu estava deitado de costas olhando para aquela luz brilhante e intensa. Não era mais reconfortante. Só quente, intensa e brilhante... achei que ela ia me queimar totalmente. E então a coisa veio.
Eu não tenho palavras para descrever o que jorrou da luz daquela lâmpada. Era horrendo, distorcido e cheio de ódio. Mas eu sei que nunca esquecerei aqueles olhos. Brilhantes, incandescentes e brancos... dois círculos brilhantes de pura maldade. Ele me odiava. Odiava tudo a meu respeito. E não só eu. Odiava a todos nós. Cada ser humano. Mas estava preso aqui. E iria descontar em quem pudesse. Eu. Não sei como eu sabia disso mas… eu simplesmente sabia. Ele se arremessou na minha direção e eu me preparei para uma morte dolorosa.
“CLICK!”
A luz apagou.
Mais uma vez escuridão. Doce, silenciosa e relaxante escuridão. Eu fiquei no chão por um longo momento, deixando meus olhos se ajustarem, enquanto mantive o olhar fixado no lugar onde a lâmpada estava. Conforme os segundos passavam, comecei a distinguir sua forma. Aquele homem deformado estava ao lado do abajur, com uma mão mutilada no interruptor, enquanto olhava pra mim.
Então eu compreendi. Entendi o que tudo aquilo significava. Tudo que aconteceu. O homem afastou sua mão do interruptor e apontou um dedo mutilado para ele, claramente sacudindo a cabeça de um lado para o outro. Tudo que consegui fazer foi acenar a cabeça, concordando.
Não era ele quem queria me fazer mal. Todo esse tempo, em todas as ocasiões, ele estava tentando me proteger. Aquela criatura só conseguia aparecer na luz. E esse homem mutilado estava tentando me manter seguro. Ele não queria que alguém repetisse seus erros.
Eu me mudei no dia seguinte e nunca olhei pra trás. O que quer que aquilo fosse, estava confinado naquela casa e, até agora, nada saiu de outra fonte de luz pra me pegar. Mesmo assim, aquilo vai ficar na minha mente pra sempre. Toda noite, no meu novo apartamento, tenho o hábito de vagar pela casa, me certificando de que cada lâmpada esteja apagada, cada cortina esteja fechada, e garantir que eu mergulhe em uma escuridão silenciosa, confortável e totalmente segura.
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Room Zero



Já faz um tempo que eu não falo nada relacionado a Corporação Disney e tenho certeza que você sabe o porquê. 

Muita coisa vem acontecendo desde minha última postagem. Recebi um monte de perguntas e preocupações de pessoas que leram meu relato em primeira mão do Palácio de Mowgli, um resort que foi construído e abandonado pela Disney. 

Eu quero agradecer a todos que compartilharam pela internet. Infelizmente ele foi excluído de alguns lugares, principalmente sites corporativos de grande influência que foram facilmente intimidado por um poder maior. No entanto, para cada tópico nukado ou postagem de blog excluída, mais uns cem surgiram. 

Isso é algo que eles não conseguirão enfrentar. Não há mais volta para eles e nem pra mim. 

Eu definitivamente estou sendo perseguido. Fiquei um mês ou dois isolado, paranoico. Qualquer olhar casual ou um pequeno sorriso em minha direção me causava desespero e até arrepio na parte de trás do pescoço. 

O primeiro, ou melhor, o primeiro que eu percebi estar me perseguindo, foi um falso consertador de telefones que ficava em volta de meu apartamento. 

Ele tinha meia-idade, pastoso, vestido exatamente como qualquer um esperaria. Eu não poderia acusa-lo, mas eu sabia que isso não era apenas minha imaginação agindo. Ele era estranho, não parecia confortável fazendo seu trabalho de rotina. 

Um dia eu segui ele de canto, mas rapidamente perdi ele de vista. Quando voltei pra casa, lá estava ele. Me olhando diretamente no olhos, cerca de dez metros atrás de mim. Inexpressivo e frio. 

- Explorando de novo? - perguntou ele. Isso foi tudo o que disse e havia um tom acusador em sua voz. 

Diga-me se especialistas em conserto de telefones diria algo assim? 

Eu acho que é a pior parte. Foi nunca me sentir seguro. Nunca me sentir sozinho. Sempre encontrava pela casa algum material de mecham da Disney que eu nunca tinha visto antes. Borracha escolar no formato do Mickey, uma revista da Disney Adventures na minha estante. 

Eles esconderam pequenos Mickeys em todos os lugares. Três círculos, um grande e duas pequenas, formando a silhueta da cabeça do famoso rato. 

Eu comecei a reparar em todos os Mickeys que eu encontrei. 

Marca de copos de café em minha mesa, Uma grande duas pequenas. Garrafas de vidro colorida deixado na porta, visto de cima para baixo. Grafite em muros a caminho do meu trabalho, uma enorme Terra, um pequeno sol e lua nos locais e tamanhos apropriados formando novamente outra silhueta do Mickey. 

Eles estão por toda parte. 

As pessoas têm me enviado sobre isso também. Se você compartilhar tudo o que eu tenho a dizer, você vai começar a encontrar esses contornos de filho da puta. Eu garanto. 

Uma vez, de longe, algo me fez rir por causa do horror de todo esse transtorno. Havia um desenho de giz ao lado do meu carro. Fiquei surpreso no início, andando pelo estacionamento, mantendo-se atento para as pessoas me seguindo. 

O desenho no chão parecia um... bem, uma "vítima de assassinato", você provavelmente está familiarizado com esse desenho em filmes. 

Ao lado do desenho, escrito em amarelo, feito á mão... foi uma única palavra. 

"VOCÊ" 

A única coisa boa em tudo isso, é que não sou o único que viu algo que não devia. 

Não vou dar nomes, porque... bem, se eu dizer o porquê, você não prestaria atenção. 

“Auditores” vão para o parque da Disney sempre que podem, durante o ano. Ele não vai para se divertir ou desfrutar do passeio, etc. 

Ele observa muito as máscaras de gás infantis nas pessoas. 

Parece ser uma tradição, aparentemente pessoas em todo parque usavam. Homens e mulheres, adultos, crianças e adolescentes. 

Todos com máscaras de gás de personagens da Disney. 

Os auditores voltavam e a Disney iria receber toneladas de reclamações sobre pessoas "estranhamente vestidas" andando ao redor do parque. Pessoas que, então se fundem em multidões e desaparecem. 

Mais tarde, as máscaras de gás fez as pessoas a tirarem outras conclusões e os relatos de "possíveis terroristas" começou a fluir. 

Todos esses relatórios provavelmente foi direto para a lata de lixo. Eu sei que eu não consigo encontrar nenhum sinal de qualquer dessas ocasiões relatadas pela mídia. (Embora você deve estar ciente do fato de a Disney pode muito bem controlar a mídia como ninguém.) 

Esses auditores e fiscais vão aos parques, falam com algumas pessoas e tenta não chamar a atenção. Ele pergunta para três ou quatro famílias se ele viram alguém usando uma “máscara engraçada” 

Ele na verdade quer uma máscara de gás pra usar como prova... embora em uma ocasião, uma criança apontou-o para entrada do parque. Ele correu no meio da multidão, ele ouviu uma voz única frente gritar "Mamãe, eu quero uma máscara do Pateta também!" 

Um colega que vou chamar de "salva-vidas" trabalhou em um parque aquático da Disney de 2001 a 2003. Ele ficava no topo de um enorme tobogã de água e fazia com que nenhuma das crianças ficasse muito agitada. Colocando as crianças no tubo do tobogã para escorregar, uma de cada vez, dizendo a elas que o mais seguro é manter os braços colado ao corpo quando estiver dentro. 

Um dia, ele disse que um garoto gordo entrou no tubo mas não saiu do outro lado. 

E sem perceber disso enviou mais umas duas ou três crianças, o garoto gordo ficou preso no tubo, e você deve estar imaginado que já que um ficou preso as outras crianças também. 

Não foi assim. Somente o garoto gordo desapareceu. Todo mundo saiu do outro lado, vibrando e espirrando água como se nada estivesse errado. 

O salva vidas fechou o brinquedo por um instante, muito preocupado com o desaparecimento da criança dentro do tubo. Ele entrou e escorregou pelo brinquedo, e o gordo não estava lá dentro. Antes que ele pudesse chamar as autoridades para informar o desaparecimento... SPLASH ... o gorducho finalmente saio. 

Os membros da equipe puxaram o garoto para fora da água. Ele afundou como uma pedra quando caiu na piscina, sua pele estava azul e os olhos arregalados. Tudo o que ele dizia era "Crianças sem rosto" e "pare de apertar". 

O garoto estava bem fisicamente, caso você esteja se perguntando. Ele foi acarretado imediatamente ao centro médico. Quando salva vidas pediu para abrir o tobogã pra saber o que aconteceu lá dentro, ele foi ameaçado de demissão e relutantemente abriu o brinquedo novamente e voltou para seu trabalho de rotina. 

Daquele momento em diante, ele ficou mais atento sobre as crianças. De vez enquanto eles saiam da fila, mas nunca algo tão sério como o caso do garoto gordo, mas sempre com um olhar de preocupação, com o tempo tudo parecia ter sido algum sonho durante seu horário de almoço, mas ele só queria descobrir o que era realidade. 

Eu li outros e-mails com relatos estranhos como esse. Eu queria que eles compartilhassem sua própria história, mas eles não queriam se expor dessa maneira. Eu não posso culpa-los. 

"Branca de Neve", que não era o verdadeiro papel dela no parque, era outro "personagem" do parque. Ela tinha um bom pequeno petisco para mim. Você sabe o que acontece quando um funcionário fantasiado cai morto dentro de sua fantasia? 

Imagina como é um segundo tirar uma foto com o pequeno Jimmy, e no próximo segundo, sofre um acidente vascular cerebral fatal? 

Um segundo o mascote fantasiado na área tem que ficar sentado com um cadáver dentro até outra pessoa assumir o posto, fazer uma “limpeza a seco” e se livrar do corpo fora de forma discreta possível. Durante todo o tempo, os clientes não têm ideia de que está sentado com um corpo morto para tirar fotos. 

Sinta-se livre para verificar os seus álbuns de fotos neste momento. 

Isso foi ruim, mas um outro companheiro, que vou chama-lo de “Zelador” enlouqueceu completamente. 

A Disney World (e provavelmente outras corporações), construíram uma série de túneis subterrâneos bem embaixo de seus pés. Vale a pena relatar três histórias. Tudo e qualquer coisa que você pode imaginar está lá embaixo, para uso dos funcionários. 

Eles são chamados de Utilidores. Corredores de utilidade. 

Basicamente, essa é a razão que você não vê personagens fora do lugar ou Zeladores vagando pelo parque. Eles entram e saem de portas escondidas e viajam pela cidade escondida subterrânea. 

O Zelador me disse algo que poderia ser do conhecimento comum, mas mesmo assim foi novidade para mim. 

Walt Disney teve vários apartamentos construído em seus parques. Há um acima do Castelo da Cinderela... há um em Piratas do Caribe. Eles estão em todos os lugares. 

Mais do que isso, há boates, um cinema, uma pista de boliche, e muito mais. Tudo por trás de portas embutido nas fachadas caprichosas que você passa sem notar. 

O Club 22 é uma dessas áreas escondidas. Se você tiver o dinheiro para se juntar ao clube exclusivo (você não tem), então você vai ter acesso a ele e muito mais. 

O Club 22 é um lugar onde vale tudo. A Corporação Disney chama esses lugares "Zonas Escuras". São pontos onde os personagens se trocam e dão lugar a bebidas, drogas e sim, sexo. 

Também tem as “Zonas brancas” com poucos corredores de utilidade e as “Zonas Cinzas” entre eles. 

O zelador disse também, que nem sempre foi assim. Foi mais de um declínio lento e o abrandamento gradual das normas sociais dentro desse grupo de elite. 

A razão pela qual ele sabe de tudo isso? Você já deve estar se perguntando... ele fez a limpeza. 

Depois de uma verificação de longos antecedentes e vários termos de confidencialidade, o zelador subiu de um atendente de parque para um membro da equipe de limpeza da zona escura. 

Agora, antes de você imaginar alguma visão satânica de "sacrifício humano" na sua cabeça, o zelador não viu nada do tipo. Muitas garrafas vazias de álcool? Sim. Preservativos usados espalhados como desinflados balões de ano novo? Oh sim. Ele limpou muita gota de sangue, urina e vômito, a única coisa que ele pensava era a quantidade de jovens baderneiros que usava esses corredores. 

Pelo menos é assim que ele via em retrospecto. 

Todo esse lixo, merdas profanas, entrou em um forno e se misturou com a fumaça da chaminé de uma típica casa. 

Se você já foi para a Disney World, você respirou pecado ultra condensado. 

Reforçando essa informação tem outro cara que vou chama-lo de "Hammer". Hammer me enviou à moda antiga, mas eu não sei como ele conseguiu o endereço da minha casa. Ele me mandou fotocópias de documentos provando seu emprego, e me instruiu a queimar quando estivesse convencido. 

O que eu fiz de bom grado. 

Hammer trabalhou ao redor do parque Disney World, fazendo a demolição e construção. Em um ponto, ele se aproximou conversou com seu superior em relação a alguns planos de construção estranhos. Era uma ampla área retangular marcada nos projetos, do tamanho de um supermercado. Na área foi deixado somente as palavras "NÃO CAVE". 

Ele não queria falar sobre isso, não queria saber sobre isso e terminou a conversa com "este espaço foi intencionalmente deixado em branco". 

Hammer não entendeu. A área parecia um desperdício de espaço e entrou diretamente em conflito com o trabalho que sua equipe tinha designada. Ele começou a picar ao redor da área em suas folgas, encontrando apenas uma porta de aço abandonada e uma grande extensão de concreto logo depois. 

Era um "vale do supermercado" do piso em branco, cinzento. 

Logo depois, Hammer viu algumas pessoas com as máscaras de gás. 

Ao contrário de todos os outros relatórios anteriores, as pessoas... ou melhor, as coisas que cobriam seus rostos. Eles tinham cluster juntos à distância, ou eles seria apenas atravessavam paredes. 

Ele disse "força sobrenatural", como se eles fossem fracos ou estivessem lesionados... como um cervo que foi apanhado e não pode mais fugir. 

As máscaras de gás tinha os rostos do personagem da Disney com filtros preso... Ele observou que pareciam molhados por dentro, de condensação como de uma janela de carro. Pequenas gotas de água brilhava por trás do vidro, tornando-se impossível de qualquer um enxergar através. 

Indo mais longe, Hammer começou a fazer perguntas de qualquer um e todos aqueles que já trabalhou no parque por uma década ou mais. 

Ele bateu impasses por toda parte, até que ele foi direcionado para Aida, uma mulher idosa que trabalhava em um restaurante na rua principal. Ela tinha estado lá desde o caminho de volta e embora ninguém tivesse a coragem de perguntar diretamente, toda a gente sabia ela tinha muitas histórias terríveis para contar. 

Hammer perguntou sobre o espaço vazio e em seguida, sobre os clientes mascarados. No começo ele pensou que iria receber um “não sei” como resposta. Ela estava quieta. Estranhamente quieta. 

"Room Zero" Ela resmungou, em seguida colocou a mão em sua boca como se tivesse falado algo que não deveria de dito. 

Ela não olhou para o homem durante toda a conversa. 

Room Zero (ou quarto zero), como se viu, era ainda outro quarto escondido, como os apartamentos e clube 22. Entretanto, seu tamanho e sua profunda mancha sob o parque está localizado para além de qualquer uma das zonas escuras de "diversão". 

Era um abrigo contra bombardeio aéreo. 

Room Zero foi construída para resistir a um ataque maciço, seja ele conduzido por inimigos estrangeiros ou nacionais. 

A Room Zero era para ser abastecida com alimentos suficientes para o número médio de todo o parque de patronos em qualquer momento dado e abrigava um menor ainda pródigo conhecido como "quarto do pânico" para os superiores da Disney. 

Durante a segunda guerra mundial, realmente máscaras de gás oficiais Disney foram produzidas para as crianças em caso de ataque. A ideia era que seria menos assustador para as crianças se o rosto de Mickey foi estampado sobre o dispositivo de segurança em tempo de guerra. 

Sim, eu sei os problemas óbvios com isso. 

Durante o susto da guerra fria dos anos 60, quando foi construída a Disney World, a Room Zero foi abastecida com máscaras semelhantes também. Se eles não se preocupassem com os medos das crianças, ou apenas fossem insensíveis, talvez não aconteceria aquilo lá embaixo. 

Além do mais, algum gênio decidiu que as crianças não ficariam tão assustada com as máscaras de gás se seus pais usassem... e assim todas as máscaras, adultos e criança, foram feitas para cumprir com esta norma louca. 

Aida o descreveu como "Tratar uma ferida com suco de limão." 

Nada disso explica o que Hammer tinha visto. Não só as aparências aparentemente sobrenaturais, mas o quarto esvaziado para fora também. 

- Eu estive lá – explicou ele – Só há um piso de cimento e quatro paredes na Room zero. 

- Não - Aida abanou a cabeça e cobriu sua boca, abafando um soluço – Você esteve em cima da Room Zero, aquilo foi planejado perfeitamente, quando alguém descobrisse que há um subsolo, iria vasculhar e encontrar aquele espaço vazio e nem imaginaria que existe outro saguão bem abaixo desse. 

Alguém ou algo soou o alarme, um dia em que a capacidade do parque estava no máximo. O aviso foi claro. Era um suposto ataque aéreo. 

Os seguranças levaram todos para a Room Zero. Lá, eles foram ordenados para colocar em suas máscaras e acocorar-se durante o bombardeio. 

Tudo estava calmo nos primeiros trinta minutos, exceto as crianças que choravam e os sussurravam assustadas. Ninguém queria morrer, então os pais eram gratos de alguma forma para esta estranha medida de segurança. 

Então, alguém deu o primeiro grito. 

- Ei! - um homem gritou - Pare de me beliscar! 

Uma onda de gritos e começou a se alastrar na multidão, de uma parede à outra. 

- Quem está correndo? Acalma-se! - Alguém gritou. 

- Quem está rindo? Isso não tem graça! 

- Ow! Quem pisou no meu pé?! 

Apesar dos guardas de segurança pedindo para acalmar e manter a calma, a multidão ficou mais agitada até que, finalmente, depois de quase uma hora de loucura... 

As luzes se apagaram 

Todos Morreram. 

O que veio em seguida só pode ser descrito como caos. No escuro, só as paredes dos jovens e os gemidos dos adultos podiam ser ouvidos em um maciço, inchaço que sangrava os ouvidos de todos dentro daquela câmara de eco negra. 

Um grupo de membros da equipe e um poucos patronos conseguiram atravessar a porta, pronta para enfrentar a guerra acima, ao invés de abaixo a insanidade. O que eles encontraram, claro, foi um parque temático desolado, ainda intocado, não havia ataque nenhum. A música continuava a jogar, ecoando pela cidades de contos de fadas em silêncio. 

Ao retornar à Room Zero, os poucos que ficaram no topo da escada aço que chumbo na escuridão se levantaram não ouvido nenhum sinal de batalha anterior. Havia apenas silêncio. 

Aida desceu as escada, apesar da mendicância daqueles que deixou acima. 

Ela alcançou as portas reforçadas, agora inundado na escuridão e ouvindo apenas o zumbido nos ouvidos. 

Uma única voz saiu da escuridão. O eco tornou impossível dizer se a voz rouca, veio da parte de trás do abrigo ou se foi bem na frente de seu rosto. 

-Feche a porta, querida. Você está deixando mais frio aqui dentro. 

Dominada pelo terror, ela fez exatamente isso. Dentro de dias, a coisa toda... abrigo, escadaria, tudo... estava coberto com os pés em cima de pés de cimento. Sistemas de ar e geradores acima de seu teto foram removidos, criando o grande espaço vazio. 

- Eles estão ainda lá em baixo - Aida disse para Hammer - lá com quem quer que fosse e de alguma forma não estão mortos. 

Você pode notar que o único nome verdadeiro que usei foi o da Aida. 

Infelizmente, ela faleceu logo após contando sua história. Queda acidental, supostamente, depois de sair da cama para acender a luz. 

“Uma adoradora do seu antigo emprego” o jornal local publicou, devido as várias silhuetas do Mickey que foi encontrada em sua casa, silhuetas que não estavam quando eu fui até lá e silhuetas que estão começando a aparecer no meu apartamento. 

Fonte: Medo B