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Phineas e Ferb - A Teoria

Danville é o Céu. Isso não tem uma metáfora, é literalmente o Céu.

Phineas e Ferb são Deus e Jesus respectivamente. Isso explicaria como eles conseguem construir tantas coisas em um dia, comparado com o tanto de anos que pessoas normais precisam para construir as mesmas coisas.

Isabella e as Garotas Companheiras são anjos; isso explicaria por que elas ouvem Phineas e Ferb e seus caprichos, e sempre atendem os seus desejos.

Perry e o resto dos agentes secretos são os Anjos Guardiões. Eles estão prontos pra proteger qualquer pessoas no céu (Danville) das garras no Diabo (Doofensmith), o que me direciona a duas outras partes da teoria: Primeiro, todas as crianças e adultos da cidade, são espiritos que morreram e foram para o céu. É a recompensa deles por terem vivido uma boa vida é serem parte do plano de Deus e Jesus todos os dias.

Segundo, Doofensmirtz é o Diabo.

Algumas pessoas dizem que o Diabo não é mau, e que apenas o trabalho dele é cuidar do inferno e assistir as almas más sendo castigas. O criador do desenho provavelmente crê nessa teoria e fez Doof semi-mau. Por isso ele dá a Perry algumas chances de pará-lo.

Essa é a verdade sobre "Phineas e Ferb".

Fonte: Lua Pálida

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O Jogo das 6 Almas

Olá minhas crianças. Como vocês estão? No momento, irei relatar um jogo desconhecido porém muito usado na Europa em séculos passados, se baseia em você e mais seis pessoas com seis espíritos jogarem diversos jogos valendo apostas. Você irá apostar seu corpo e sua alma enquanto os espíritos irão apostar pedaços de suas almas ou respostas para suas perguntas entre outras coisas que você poderá ganhar deles.

Os jogos poderão variar, desde cartas, a desafios psicológicos, você, as outras cinco pessoas e as seis almas terão que decidir o jogo.
Contanto, somente um de vocês poderá sair vitorioso dele, e o vitorioso sairá com o corpo e a alma dos outros participantes e o jogo SÓ poderá acabar quando um deles sair vitorioso.

O necessário:
1. - Cadeiras para cada um dos participantes.
2. - 6 espelhos para os espíritos.
3. - Velas para cada um dos participantes.
4. - Uma mesa grande que caibam todas as cadeiras, os humanos serão de um lado e as almas do outro.

Erratas:
1. - Você e os participantes devem estar psicologicamente bens para jogar com os espíritos.
2. - Tire todas as referencias religiosas da casa onde o jogo será jogado, alguns espíritos não gostam.
3. - De preferência, jogue numa sexta e em um lugar onde já tenha morrido gente antes, pois ajuda no jogo.
4. - Entenda uma coisa: Os espíritos na qual você jogará junto, ou serão almas vindas do inferno ou almas penadas, NENHUMA alma vinda do céu jogará esse jogo com você.

Preparação.
Escolha um quarto onde a noite não entre luz nenhuma se alguma luz sair da janela, tampe-a de forma que nenhuma luz saia mais. Depois de se certificar que nenhuma luz deve entrar coloque a mesa na sala e coloque as cadeiras de cada participante um pouco longe da outra e não misture o lugar onde os participantes humanos vão sentar e aonde os espiritos irão.
Daí ponha todas as velas acesas na mesa e coloque os espelhos virados pra cima no lugar aonde os espíritos irão sentar e a noite sem absolutamente sem nenhuma luz ou barulho.
Os seis participantes humanos devem se sentar e esperar que as seis almas venham de OLHOS FECHADOS não os abra até que todos os seis espíritos estejam ali, você conseguirá sentir suas presenças e quando tiver certeza que nenhum participante está faltando abra os olhos e o jogo vai começar.

Boa sorte minhas crianças!

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Corte a corda

Muitos especulam que o plano em que vivemos não é o único plano que existe. Aqueles que dizem isso geralmente falam que esses outros planos de existência são reinos de mistério e maravilha. A verdade é que realmente há um segundo plano, mas não é preenchido com as imagens de euforia que a maioria das pessoas dizem. No entanto, não está dominada por horrores, pelo contrário, é uma simulação perfeita do nosso mundo. Não há nenhuma diferença. Tudo o que existe em nosso plano também existe no segundo plano. Até mesmo uma cópia de você existe nesse segundo plano. Na verdade, essas "cópias" de nós mesmos, esses clones extra-dimensionais, estão ligados a nós. Qualquer ação que tomamos, eles tomam igualmente, e vice-versa. Isso significa que em outro plano, a cópia de você está lendo isso agora. Mas neste segundo plano existe apenas uma diferença. Deus existe lá, embora alguns podem chamá-lo de diabo, e ele sempre vigiando os espelhos dos quais que estão o nosso reino. Este Deus não tem espelho. Ele reside apenas no segundo plano. Nossas "cópias" não podem vê-lo também por razões desconhecidas. Mas ele pode vê-los. Ele sabe o que eles estão fazendo. Portanto, ele sabe o que você está fazendo. Há apenas uma maneira de escapar desta observação constante, mas pode custar um preço terrível. Fique diante de um espelho. Você vê o seu reflexo? Esta é a sua cópia. Olhe-a nos olhos com toda a sua força, e lembre-se, o que você vê não é você, mas sim, uma simulação perfeita sua. Assim que você finalmente colocar isso no seu subconsciente, desligue as luzes. Espere por um tempo, cerca de dois minutos. Em seguida, olhe de volta. Seu reflexo terá sumido. Você acabou de cortar a ligação entre você e a sua cópia. Você não pode mais vê-la, mas ela ainda existe. Agora, no entanto, você estará livre para fazer o que quiser, sem a sua cópia espelhando os seus movimentos e sem "Deus" saber o que você está fazendo. Você poderia matar milhares de pessoas e andar pelo mundo sem medo de represálias. No entanto, não é recomendável que você faça isso. Quando você corta o vínculo, a mesma decadência que criou a ligação vai comer lentamente os restos de um lado da "corda". Sua alma lentamente vai ser devorada, se deteriorando em uma forma mais pálida e doente. Você vai feder e seus movimentos vão se tornar fracos e medíocres. À medida que se aproxima a fase final desta doença, você se tornará apenas uma sombra de si mesmo. Você vai se torna um fantasma, amaldiçoado a vagar eternamente no que lhe sobrou de sua existência, uma alma despedaçada e perdida. No entanto, se você não for afetado por esta doença, mas sim sua cópia, você vai andar livre. Você vai andar sem julgamento. Você vai ser um Deus entre os homens. Mas tome cuidado, pois se isso devorar o seu lado do cabo, você vai sentir os seus efeitos. Confie em mim. Eu sei.

Fonte: Lua Pálida

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Jogo da Hospedagem.

Essa é outra brincadeira interessante, e particularmente acho ela a melhor deste post. Tanto que ela é a última. Então, vamos lá: 

O Jogo da Hospedagem é um jogo paranormal de espíritos. O objetivo do jogo é invocar  três fantasmas.

Para jogar o Jogo da Hospedagem, você precisa de três fósforos, um relógio, uma caneta ou lápis, e um pedaço de papel. Você precisa também estar sozinho em casa.

Aviso: Nós te aconselhamos a não jogar esse jogo, pois o resultado frio é algo muito ruim acontecer.

Preparações: Escolha uma sala na sua casa. A sala deve ser pequena, vazia e sem janelas. Pode ser um armário, um banheiro ou qualquer outro tipo de sala. Essa é a sala de hospedagem.

Se você não tiver uma sala sem janelas, você pode usar uma sala com janelas, porém, você deve bloquear elas de alguma forma. Nenhuma luz deve entrar na sala.

1°. Passo: Desligue todo tipo de aparelhos sonoros. Celulares, TVs, computadores, etc.

2°. Passo: Espere até ficar escuro lá fora. Desligue todas as luzes da casa exceto a luz da sala de hospedagem. Deixe essa ligada. Se não há uma fonte de luz dentro da sala de hospedagem, você pode usar uma vela ou uma lanterna lá. Deixe a caneta, o papel e o relógio dentro da sala de hospedagem.

3°. Passo: Agora o jogo vai começar. Vá para o ponto mais longe da sala de hospedagem, dentro da sua casa. Vá de sala em sala, caminhando de volta para a sala de hospedagem. Em cada sala que você passar, pare e anuncie, "Vou estar pronto em breve."

4°. Passo: Quando você chegar na sala de hospedagem, pegue o pedaço de papel e escreva o seguinte texto:
"Você está convidado para um encontro, sediado por (escreva seu nome aqui).  O encontro vai começar as (escreva o horário atual aqui). Traga seus amigos."

Coloque o pedaço de papel no chão, no meio da sala.

5°. Passo: fique de pé na entrada, olhando para sala de hospedagem e diga "Estou pronto. Você pode entrar."

6°. Passo: Desligue a luz, vire-se e saia. Fique parado fora da porta que você ficou de costas para a sala de hospedagem.

7°. Passo: Pegue os três fósforos e segure na sua mão. Conte em voz alta de um a dez. No dez, acenda o primeiro fósforo.
Se o fósforo acender de primeira, diga alto, "Estou feliz em te ver. Obrigado por vir."
Se o fósforo não acender de primeira, largue-o imediatamente e continue no próximo passo.

8°. Passo: Acenda o segundo fósforo.  Se o fósforo acender de primeira, diga alto, "Estou feliz em te ver. Obrigado por vir."
Se o fósforo não acender de primeira, largue-o imediatamente e continue no próximo passo.

9°. Passo: Acenda o terceiro fósforo.  Se o fósforo acender de primeira, diga alto, "Estou feliz em te ver. Obrigado por vir."
Se ele não acender de primeira, isso é muito mal. Quer dizer que você tem visita indesejada.
Não vire para trás. Corra imediatamente para a fonte de luz mais próxima (não aquela dentro da sala de hospedagem) e ligue-a. A festa acabou.

10°. Passo: Se o 3° fósforo acender de primeira, fique parado e escute cuidadosamente.  Você vai escutar vozes fracas ou sussurros atrás de você. Não vire para trás.

Para terminar o jogo, fale bem alto, "Obrigado por vir. Tchau". E então caminhe até a fonte de luz mais próxima e acenda. O jogo acabou. Seus visitantes se foram.

NÃO SE VIRE OU OLHE PARA TRÁS EM MOMENTO ALGUM DURANTE ESSE JOGO.

Fonte: Zero Corpse

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Jogo do polegar

O Jogo do Polegar (oyayubi sagashi) é uma lenda urbana japonesa sobre uma jovem garota que morreu. Aquele que encontrar seu polegar desaparecido terá um desejo concedido. O jogo pode ser chamado também de "Procurando pelo polegar". O objetivo do Jogo do Polegar é encontrar o polegar esquerdo dessa garota. Se você encontrar, seu desejo será concedido. Você precisa de três pessoas ou mais para jogar. Em uma vila, uma jovem de 20 anos foi assassinada. Seu corpo foi desmembrado. Quando as partes do seu corpo foram encontradas, estavam todas espalhadas ao redor da vila, porém seu polegar esquerdo nunca foi encontrado.

1°.Passo: Forme um círculo, sentando no chão. Você deve segurar o polegar esquerdo da pessoa na sua direita. A pessoa na sua esquerda deve segurar o seu polegar esquerdo. Enquanto o jogo estiver em progresso, NÃO SOLTE o polegar da outra pessoa, ou então, quando o jogo finalizar, o polegar dela vai desaparecer.

2°.Passo: Todos devem fechar os olhos e imaginar que estão na vila onde a mulher assassinada foi desmembrada. Você deve fazer isso a sério ou então não vai funcionar. Enquanto o jogo estiver em progresso, não abra seus olhos.

3°.Passo: Diga o seguinte encantamento duas vezes: "Oyayubi, Oyayubi, Escute nossas vozes Oyayubi, Oyayubi, conceda o nosso desejo." Você será então teletransportado para uma sala que você nunca viu antes. É uma vila no estilo ocidental. Há uma única vela na sala.

4°.Passo: Você deve procurar pelo polegar imediatamente. Você pode procurar até a vela se apagar.

5°.Passo: Para voltar da vila, você deve assoprar a vela. Enquanto você estiver na vila, procurando pelo polegar. você vai sentir alguém enconstar duas vezes no seu ombro. Quando isso acontecer, não olhe para trás, ou então, você nunca vai voltar vivo.

Aviso: É extremamente importante que você não olhe para trás. Se você o fizer, será morto. Você nunca vai retornar da vila. Você será forçado a permanecer lá eternamente, tocando nos ombros das pessoas duas vezes e então assassinando-as brutalmente. Ao invés de ser apenas uma pessoa desaparecida, você será um assassino. Se você encontrar o polegar decepado, segure firme na sua mão e então apague a vela. Você vai voltar e seu desejo será concedido. Se você não encontrar o polegar, apenas assopre a vela e volte. Não permita que a vela apague sozinha ou então você ficará preso na vila. As regras do Jogo do Polegar:

*.Não solte o polegar dos seus colegas.

*.Não abra os olhos.

*.Não deixe a vela se apagar sozinha.

*.Não olhe para trás.

O Jogo do Polegar pode ser muito perigoso. Recomendamos que você não brinque ao menos que você mantenha essas regras em mente. Um errinho pode custar sua vida.

Fonte: Zero Corpse

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O Jogo do Celular

Olá. Você pode me chamar de "Jack". Não é meu nome verdadeiro, mas por enquanto isto é o suficiente que você precisa saber. Acho que chegou a hora de eu contar minha história. Acredite ou não, essa é a verdade. Eu espero que você aprenda com meus erros, mesmo se você ignorar tudo isso como as outras 98% que escutarem minha história até o final. Mas há mais verdade nessa história do que qualquer um de vocês possa imaginar.
Agora, estou fora da escola há três anos, mas antes, um O Jogo do Celular em particular ocorreu então eu vou ter de voltar um pouco no tempo para contar a história.

Primeiramente, meus primeiros dois anos e meio do ensino médio, eu estudei em uma escola na parte profunda do Sul da América, perto do Golfo.

Crescemos ouvindo todos os tipos de histórias assustadoras e se há uma lição que nossos pais super conservadores nos ensinou foi que: nunca brinque com coisas desconhecidas.

Até esse momento eu era muito impopular no meu colégio. Meus dois primeiros anos do ensino médio foram uma dor real, porque eu era uma grande idiota e todos riram de mim. Eu era um solitário... E tudo o que eu realmente fazia na aula era jogar meu Game Boy todo dia antes de correr para casa para jogar um RPG que era viciado.

Tudo mudou durante meu primeiro ano, quando nos mudamos para o oeste.

Comecei a frequentar uma escola Católica com não mais de 250 alunos. Foi nessa época que eu finalmente comecei a encaixar e fazer amigos. Ninguém aqui sabia quanto idiota eu era na outra escola, então eu optei por "mudar minha personalidade" e tentei fazer amigos pela primeira vez na minha vida. E quem sabe, talvez até consiga uma namorada bonita se tiver sorte.

Comecei a conhecer pessoas na escola. Em uma escola tão pequena, você acaba conhecendo todo mundo na sua classe.

Meu primeiro dia que eu fiz um novo amigo chamado Sam... E na hora do almoço, optei para sentar com ele e seus amigos. Ele me disse tudo sobre as outras crianças da escola - quem era mais popular, os atletas, assim por diante.

Ele me apresentou a seus amigos, também: Jim, um grande sujeito que tinha uma média de 10 em todas as matérias, Vogelman o nerd e hacker e Thomas um músico que tocava guitarra em uma banda.

Também conheci Stephanie, menina asiática e corajosa. Alguns dos rapazes diziam que ela era uma vadia, mas ela pareceria legal o suficiente. Por algum motivo ela me achava engraçado e por isso começamos a nos encontrar depois das aulas.

Sam me contou muitas histórias sobre ela, como ela costumava fazer alguns lanches e polvilhava todos com Viagra ou despejava laxantes, eles comiam e sofriam o impacto e passavam horas no banheiro. Eu apenas ri educadamente e nunca aceitei as coisas que ela me oferecia para comer, com medo de ser alguma pegadinha dela.

Também havia Rottenbacher. Seu verdadeiro nome era Jason, mas todo mundo sempre o chamava "Rottenbacher" ou "Alemão" porque ele era um nazista hardcore. Ele era rejeitado e solitário. Ninguém queria ser amigo dele. Todos os dias ele usava uma braçadeira suástica vermelha sob o casaco dele onde os professores não podiam ver.

Além disso, no dia das bruxas e nos eventos de fantasia da escola ele sempre ia com seu uniforme nazista e longas botas SS.

Na verdade ele era um angustiado filha da puta. Sempre que tínhamos aula de história e a professora lhe perguntava sobre o nazismo, ele gritava insultos raciais ou étnicos, ele deixava a aula gritando "Heil Hitler!"

Além disso, uma coisa peculiar que chamava minha atenção, Era que mancava como se sentisse muita dor. Sam me disse que alguém viu uma vez apertar um cilício farpado no vestiário de uma Igreja Católica, como seu fosse para se punir por seus pecados.

Era uma escola católica, então as pessoas acreditavam que aquilo era apenas um devoto cristão. Foi meio estranho para um amante de Hitler hardcore como Rottenbacher, mas como eu era noivo no colégio não dei muita importância.

Depois que ele terminou de me apresentar para todos seus colegas, Sam me contou algumas das antigas histórias da escola - incluindo uma lenda urbana que circulou sobre a cidade, uma garota que morreu misteriosamente depois de jogar algo denominado como "O jogo do celular". Se você perguntasse a alguém o que aconteceu, ninguém podia nada de relevante. Sempre disseram que era porque ela jogou “O jogo do celular”

Sam, Stephanie travessa, Rottenbacher nazista, O jogo de telefone celular, Investigação da polícia sobre o desaparecimento da adolescente. Todas essas pessoas e eventos estavam prestes a se juntam para me tirar de um lugar que ao menos gostaria de estar.

Enfim, o segundo semestre passou e num piscar de olhos já era o ultimo ano do ensino médio.

Todo mundo estava de volta para o novo ano escolar, bombeado para iniciar o mais preguiçoso e mais divertido ano de nossas vidas do ensino médio. Mesmo Rottenbacher, ainda mancando em torno da escola fez em Cilicio farpado, ainda jorrando seu nazismo de lixo cada vez que alguém mexia com ele.

O ano começou estranhamente calmo. Mais dois casos de desaparecimento havia acontecido na escola e a policia já estava desconfiando de algum possível serial killer. De acordo com o jornal, a única coisa em comum que a polícia havia encontrado, era que cada pessoa que desapareceu tinha recebido uma mensagem de texto que dizia: "Bem-vindo ao jogo". Mas como as mensagens havia sido enviada de pessoas diferentes a policia descartou essa informação.

Para mim, as coisas finalmente não estavam indo mal. Foi neste ano que finalmente eu comecei a me abrir com varias pessoas. Fiz grandes amizades e pela primeira vez não me sentia sozinho. Aos poucos, comecei a me encaixar em vários grupos e isso fez de mim uma pessoa popular.

Stephanie sempre me acompanhava porque me achava engraçado e por algum motivo ela gostava de minhas piadas. Teve um dia - que eu ainda me lembro como um dos mais felizes da minha vida - ela veio até mim no meio do campus depois da escola e olhou para mim com esses olhos asiáticos bonitos e que cabelos longos, pretos e um sorriso maravilhoso. Eu nunca tinha visto ela tão bonita, ela com jeito um pouco tímida perguntou:
- Jack, você... Quer ser meu namorado?

Eu sorri, pulei de alegria ao ouvir isso. – Mas é claro! Claro que sim - eu disse, então nós nos beijamos na frente de todos. Eu finalmente tinha uma namorada. Ainda me lembro de que foi um dos dias mais felizes de toda a minha vida, se não o mais feliz. Nós saímos depois da escola, íamos ao cinema, namoramos na casa dela e na minha.

Talvez eu não ficasse tão feliz se eu soubesse o que aconteceria nos próximos dias.

Foi um dia na hora do almoço, ela estava sentada com a gente, quando ela mencionou que em uma noite com suas amigas elas ficaram conversando sobre a lenda do “ O Jogo do Celular”. Ela disse que essas meninas sabiam tudo sobre as regras do jogo e que tinha explicado tudo a ela em grande detalhe.

Supostamente, você pode entrar no jogo a qualquer momento era só enviar uma mensagem de texto à meia-noite para o número de telefone correto. A mensagem de texto deveria dizer: "Eu desejo ter o poder de amaldiçoar pessoas". Se fizer certo, você receberá uma mensagem de volta dizendo: "Bem-vindo ao jogo" e supostamente, esta era a razão dada a policia sobre os desaparecimentos.

Stephanie falou mais sobre o jogo e prestamos atenção no que ela dizia.

Ela nos disse que uma vez que alguém esteja dentro do jogo, ele corre risco de vida. Dentro de duas semanas eles seriam submetidos a diferentes tarefas ou então eles seriam arrastados no meio da noite.

Eu interrompi ela – Arrastado? Por quê? Para onde?

Ela ficou em silencio por um tempo antes de responder.

- Eu não sei - ela sussurrou antes de continuar a sua história.

Ela disse que havia duas formas de não ser arrastado:

A primeira era encontrando um item de proteção especial. O item pode ser qualquer coisa. Você nunca sabia o que ia ser, mas tinha que ser algum item que deveria sempre te acompanhar e que estaria sempre te machucando lhe causando muita dor. Este era um preço pequeno dependendo do tempo de vida que ainda lhe resta.

A segunda maneira era trazer alguém para o jogo. Isso poderia ser feito enviando uma mensagem de texto dizendo "Bem vindo ao jogo" para qualquer pessoa que você conheça pessoalmente. Se alguém recebeu a mensagem de texto de outra pessoa que estava no jogo, então isso significava que essa pessoa estava agora no jogo também, e sujeito a todas as mesmas regras e consequências do jogo. Se a pessoa não encontrar um item de proteção a si mesmo, ou trouxer outra pessoa ao jogo, então eles também seriam arrastados.

O problema dessa segunda forma é a seguinte: Enquanto o item de proteção te proteja por tempo indeterminado. Trazer alguém para o jogo, só aumenta o tempo para você encontrar um item de proteção por mais duas semanas. Se depois trouxer mais alguém apenas uma semana. Eventualmente, o período de carência iria ficar cada vez mais curto. E nesse tempo você teria que encontrar seu item de proteção.

Mesmo que isso parecesse um episódio do arquivo X, eu não gostava de ouvi-la falar sobre essas coisas, então eu disse a ela que era um monte de bobagens.

- Você realmente acha bobagem? - Ela perguntou. -Se isso for verdade imagine o quão legal isso seria capaz de amaldiçoar quem mexeu com você, trazendo elas para o jogo! Você poderia se livrar de qualquer um e ninguém jamais saberia que foi você.

Eu nunca tinha ouvindo Stephanie falando desse jeito. Ela quase parecia insana com o pensamento de vingança. Verdade seja dita, isso me assustou um pouco.

Então eu disse a ela – Nós não devemos ir brincar com coisas além de nossa compreensão. E se você se envolvesse com isso e descobrisse que é verdade? Eu não sei o que faria se algo acontecesse com você! Me prometa que você não vai mexer com essas coisas!

Ela me deu um olhar engraçado – Eu nunca pensei que você seria o tipo de pessoa a tem medo dessas coisas bobas, Jack.

- Bem, eu só não acho que é certo mexer em coisas que você não entende – Eu olhei preocupado pra ela – Agora me prometa Stephanie. Promete que não vai tentar fazer isso.

Ela suspirou – Tudo bem, tudo bem. Eu não vou tentar jogar o jogo do celular. Você está feliz agora?

Eu disse que sim, mas verdade seja dita, eu estava com medo. Eu não acreditei nela. Em todo esse tempo que estivemos juntos eu nunca desconfiei que ela mentia pra mim ou que me traísse, mas eu podia ver em seus olhos que ela tentaria esse jogo. Mas desta vez era sério.

Então, alguns dias depois, ela se aproximou de mim e nos disse que havia entrado no jogo do celular, eu me irritei.

-O que você está pensando, Stephanie? Você me prometeu que não faria isso!

- Sim, sim eu sei! Mas não é nenhuma grande coisa. Eu já tenho tudo planejado. Além disso, se for verdade e funcionar, será uma oportunidade que eu não deixaria passar.

Ela ergueu seu celular e disse – Veja você mesmo.

Uma mensagem de texto é aberta na tela que dizia: "Bem-vindo ao jogo".

- Meio estranho, não é? Eu recebi logo depois que enviei o texto à meia-noite, assim como as meninas disseram.

Meu queixo caiu. Eu fiquei sem palavras e aterrorizado. Este jogo não pode ser real, não é?

- Stephanie, se isso for real, então você está em perigo agora. Você só tem duas semanas para encontrar seu item de proteção.

- Eu sei. É por isso que eu mandei o texto para Rebecca. Vou descobrir se o jogo é real ou não!

- Você fez o quê? Mas Stephanie, se isso for real, então significa que você pode ser uma assassina! A Rebecca agora poderia morrer por sua causa! -

-Relaxe, Jack. Eu realmente não acredito em nada dessas coisas. Mas por via das duvidas, Rebecca sempre foi uma vadia. Eu percebi o jeito que ela olhava pra você durante as aulas. Ela deu a mesma risadinha maliciosa dela que eu sempre amei. Mas desta vez, eu não me senti confortável com isso.

Algumas semanas se passaram e nada aconteceu. Mas então, um dia, Rebecca não apareceu na escola. Na hora do almoço, Stephanie estava sentado em torno de nós, como de costume, quando o assistente principal veio dar um aviso com seu megafone.

- Peço um pouco de atenção, por favor – Todo ficou em silêncio. – A polícia nos informou que uma de suas colegas, Rebecca, esta desaparecia.

A Pele dourada de Stephanie ficou branca. Ela congelou.

- Os pais delas estão muitos preocupados. Se algum de vocês sabe alguma coisa sobre isso, por favor, venha falar comigo depois da aula. Por enquanto é isso.

- Stephanie ... – Eu sussurrei. Eu estava com muito medo por ela. Eu estava com muito medo de que ela poderia fazer. Ela olhou para mim e disse – Não diga nada.

Ela se levantou e saiu correndo do refeitório. Eu persegui atrás dela.

- Stephanie! Stephanie! O que você está fazendo?

Ela continuou correndo de mim então tirou seu telefone do bolso.

- Não tente me parar, Jack. Para sobreviver eu vou precisar de mais tempo. Posso ficar mais uma semana se eu colocar alguém no jogo, e isso vai me dar três semanas para encontrar.

- Stephanie, ouça o que esta dizendo, quem você pensa em amaldiçoar agora? Você mataria mais alguém por um pouco de tempo extra? Olha o que aconteceu com você!

Ela começou a chorar.

- Eu sei porra! Mas eu sei quem eu vou amaldiçoar. Ninguém vai sentir falta dele, eu prometo.

- Stephanie, isso não está certo. Você não pode fazer isso. Ninguém merece isso. Deixe-me ajudá-la! Podemos encontrar um objeto de proteção para você, juntos!

Ela se virou e me mostrou seu telefone celular. Ela tinha acabado de enviar uma mensagem que dizia: "Bem-vindo ao jogo".

Ela enviou para Rottenbacher.

Eu comecei a chorar. Agarrei-a tão firmemente quanto pude. – Stephanie, Stephanie. Eu te amo. Mas eu sinto muito. Isso não está certo. Nada disso é certo.

Ela segurou em mim e começou a chorar profundamente também. Nos abraçamos lá por quase uma hora. Eu ainda me lembro como se fosse ontem.

Então, naquela noite, antes de irmos para casa, nós dois resolvemos que começaríamos a procurar um item de proteção no dia seguinte. No dia seguinte, eu estava andando com Stephanie, depois da escola, quando Rottenbacher se aproximou de nós com o seu telefone celular. Ele estava furioso.

- Isso é algum tipo de piada sua vadia de olhos puxados?

Verdade seja dita, eu achava que Rottenbacher tinha o direito de estar um pouco irritado. Claro, ele era um maníaco pervertido nazista, mas com todos os boatos de assassinato por aí, eu poderia imaginar alguém estar com raiva após receber uma mensagem de texto como essa.

Mas mesmo assim, eu não ia deixar ninguém falar com a minha namorada assim.

- Hey cara, olha o respeito! Essa não é a forma de se falar com uma dama!

- Dama? – Rottenbacher gritou – Essa não é nenhuma dama! Ela é apenas uma vadia e ela tentou me matar! Aposto que você matou a outra menina, também, não é? Rebecca? Ela está desaparecida por sua causa não é?

Stephanie começou a chorar novamente.

Eu puxei meu braço para trás e dei um soco tão forte que pude no rosto do Rottenbacher. Ele tropeçou para trás alguns passos e passou a mão na boca, da qual escorria um pouco de fluxo de sangue, mas ele manteve a compostura.

Eu meio que pensei que ele iria pra cima de mim para me bater.

Depois de um momento ele falou:

- Você não entende né Stephanie? Eu já estou no jogo. Eu sempre estive. Eu sei das regras e o tempo extra que você tem. Mas ao contrário de você, eu nunca precisei matar ninguém. "

- Bobagem – Eu disse – Se tudo isso é verdade, então como é que você ainda esta vivo?

De repente, me lembrei do cilício que Rottenbacher usava em torno de sua perna que lhe causou a mancar em agonia, e que Stephanie tinha me dito na hora do almoço.

Sempre que um novo item de proteção foi descoberto, o que quer que fosse, faria com que seu portador a sofra.

- Você tem um item de proteção.

Os olhos de Stephanie se iluminaram. Ficou claro que havia percebido a mesma coisa que eu tinha. Rottenbacher sorriu – Isso mesmo, e se eu fosse sua namorada, me preocupava em encontrar algum item ao invés de fazer novas vitimas.

Stephanie olhou para ele com medo em seus olhos.

Os dias se passaram e por mais que tentemos, Stephanie e eu não conseguíamos encontrar nada que poderíamos qualificar como um item de proteção. Estávamos nos aproximando do prazo de duas semanas e ela estava parecendo cada vez mais assustada a cada dia. Seu cabelo estava uma bagunça, sua personalidade geralmente borbulhante era triste e perturbada. Ela olhava para o nada durante as aulas e orava constantemente.
Após o prazo de duas semanas, nós dois estávamos aterrorizados. Ela veio até mim na escola e disse: - Jack, eu quero que você durma comigo esta noite. Fique comigo a noite toda. Não deixe que me peguem.

Eu não podia recusar. Eu apareci em sua casa tarde da noite e entrei pela sua janela. Dormimos juntos. Foi agridoce.

Ela foi dormir me segurando, mas eu fiquei acordado a maior parte da noite observando e esperando, até que eu finalmente cai no sono por volta das 4:30 da manhã de tão exausto.

No dia seguinte, quando acordei, tudo que eu conseguia pensar era "Stephanie!" Eu olhei ao redor freneticamente. Ela não estava na cama ao meu lado.

- Stephanie! – Eu gritei alto e sai da cama e comecei a procurá-la. Caminhei em sua cozinha.

- Não fale tão alto – disse uma voz. Era Stephanie. Eu me virei para vê-la sentada em uma mesa redonda na cozinha. Ela estava sorrindo e parecia tão aflita como sempre.

Dei um suspiro de alívio.

- Meus pais já foram trabalhar, mas eu não quero que os vizinhos a fiquem desconfiados de alguma coisa.

Chorei de alívio. O tempo extra dela tinha acabado e ela estava segura. Nada havia chegado para ela. Corri todo o chão da cozinha e abracei ela e nos beijamos.

Tudo estava normal.

Por duas semanas.

Então eu fui para a escola um dia e nove de nossos colegas havia desaparecido, incluindo Sam.

Todo mundo estava apavorado. Ninguém sabia o que tinha acontecido com eles ou para onde eles teriam ido. Ninguém sabia, exceto eu e a pessoa que era responsável por isso: Stephanie.

Se a quantidade de tempo prolongado foi reduzido pela metade a cada vez que ela trouxe alguém para o jogo, significava que seu tempo extra estaria funcionando novamente até esta noite.

Eu confrontei ela sobre isso depois da escola.

- Stephanie, a polícia está ficando desconfiada. Você não pode mais fazer isso, e eu não posso te ver fazendo isso. Isso é errado. Ele é mau!

Ela me olhou em silêncio. Ainda me lembro do olhar em seus olhos naquele dia. Neste ponto, tornou-se claro para mim que a menina que eu tinha conhecido e amado estava muito longe, e tudo o que restava era uma desalmada, perversa que se agarrava à vida e temia a morte mais do que tudo. Mas mesmo assim, eu ainda a amava mais do que tudo. Ela foi minha primeira e única namorada, eu não poderia deixá-la ir. Eu não podia deixar que nada aconteça a ela.

- Está tudo bem – ela disse – Eu não vou mais fazer isso. Eu aceito o que as consequências. Ninguém mais vai morrer por minha causa.
- Stephanie ... você tem certeza? Talvez ainda podemos encontrar um item de proteção para você se procurarmos agora.

Ela olhou para baixo tristemente – Não há mais motivo para fugir do meu destino. Só quero passar a noite com você hoje à noite, ok? Só mais uma noite juntos. Isso é tudo que eu quero.

Eu fiquei com o coração partido. Tudo era muito melancólico e muito melodramático. Eu estava tão triste ao ouvir suas palavras que ela seria tirada de mim.

Eu vomitei. Vomitei e vomitei repetidamente em uma lata de lixo próximo de nos tentando revidar um fluxo interminável de lágrimas.

Naquela noite, ela dormiu comigo de novo. Doente, fraco e cansado, eu desmaiei de cansaço perto das 3h00.

Menos de uma hora depois, eu acordei com um sobressalto.

Stephanie foi embora.

Sentei-me e olhei em volta, em seguida encontrei um bilhete. Eu li.

“[Jack]: Sinto muito por ter mentido para você novamente, mas eu não estou pronto para morrer ainda"

Um calafrio percorreu minha espinha. Eu continuei a ler.

"Eu descobri o que eu preciso fazer. Não se preocupe, como eu prometi, ninguém vai morrer por minha causa”

O que ela poderia estar pensando? Eu olhei em volta do meu quarto. De repente, notei que a pistola calibre 45 que meu pai comprou-me para o meu aniversário de 18 anos havia desaparecido do meu quarto, e agora tudo fez sentido.

É por isso que ela queria passar a noite comigo esta noite. Ela queria que a minha arma. ela estava planejando ir atrás Rottenbacher e tomar o seu item de proteção.

O tão rápido que pude coloquei uma roupa e sai correndo para o carro do meu pai. Eu saí em disparada em direção apartamento de Rottenbacher.

Quando cheguei lá, notei que a fechadura havia sido baleada e de fora e ouvia vozes no vindo de dentro.

Eu empurrei a porta aberta – O que está acontecendo aqui? – Eu gritei.

Olhei em volta. Stephanie estava apontando a arma para. As paredes do apartamento estavam cobertas com fotos de Adolf Hitler e banners suástica. Havia chicotes e correntes espalhadas pelo chão do quarto. Rottenbacher estava pisando em torno de pijamas de manga cumprida e xingando ela em sua forma neonazista típica, gritando sobre 'invasão de domicílio' e sobre "chamar a polícia" e isso e aquilo. Ele estava mesmo usando aquela braçadeira nazista estúpida. Era óbvio que esse cara era um fanático louco.

Stephanie gritou para ele – Cale a boca!
Ela disparou dois tiros contra a parede atrás dele.

- Agora me dê essa coisa farpada de tortura que você está sempre usando, ou eu vou matá-lo agora mesmo.

A voz dela era assustadora.

Rottenbacher ficou no lugar por um momento e, lentamente começou a tirar as calças do pijama.

- Você está cometendo um grande erro. Você deveria apenas aceitar as coisas como são e morrer com dignidade. Você não vai conseguir acabar com isso.

Ele tirou o Cilicio de sua perna, do qual escorria uma pequena quantidade de sangue e entregou a ela.

Imediatamente, ela colocou-o em sua própria perna com uma mão, mexendo com a minha pistola, enquanto ela apertou até doer, e sua própria perna começou a sangrar um pouco.

- Vamos, Jack – Ela sussurrou e se virou para sair.

Comecei a sair com ela. Do apartamento, ouvi gritos de Rottenbacher.

- Você não vai se safar dessa! Ele vai vir para você e ele vai arrastá-lo para o inferno pelo o que você fez! Você vai pagar pelas vidas dos seus colegas!

Eu podia ver que ela estava chorando um pouco à medida que nos afastávamos.

Eu estava mal. Fiquei enojado com tudo isso. Eu fiquei com nojo de Stephanie por ser tão cruel e egoísta, e eu fiquei com nojo de mim mesmo que assisti tudo isso e vendo os sinais, e não fazer nada para detê-la. Mas pelo menos agora ela estaria segura.

Enquanto caminhava de volta para o carro, eu fiz uma pequena oração para Rottenbacher na esperança de que ele pudesse encontrar um novo item de proteção dentro de duas semanas. Ele pode ter sido um bastardo racista, mas de certa forma, ele ainda mais bondoso do que Stephanie. E se o que ele disse sobre nunca trazer ninguém ao jogo fosse verdade, e ele não merecia morrer por isso.

Eu deixei Stephanie em sua casa. Ela estava exausta. Eu teria lhe dado um beijo, mas eu estava muito enjoado e só queria que todo o calvário acabasse.

- Boa noite – Eu sussurrei pra ela.

- Boa noite, Jack. Eu te amo - ela sussurrou de volta, e saiu do carro e voltou para sua casa.

Eu comecei a dirigir para casa, exausto com tudo que aconteceu.

De repente, meu celular começou a tocar. Eu o peguei. Era uma chamada da Stephanie.
Eu perguntei.

- Alô?

A primeira coisa que ouvi foi um grito, seguido pelo que soava como o barulho de bater em sua porta.

- Jack! Me ajude! Ele está aqui! Ele está aqui, e ele está vindo para mim!

- O quê? Espere! Stephanie!

Fiz uma reviravolta na com o carro e sai em disparada de volta para sua casa. Stephanie estava se tornando mais frenética.

De repente, do outro lado da linha, ouvi o som de sua porta sendo surrada, seguido por outro grito. Eu podia ouvir Stephanie gritando no topo de seus pulmões, meu sangue gelou com grito. Eu ainda me lembro do momento perfeitamente, e eu me lembro dos gritos dela palavra por palavra.

- Não, Não, eu não quero morrer! - A adrenalina subiu no meu coração e eu pisei no acelerador. -Não, Não, Por favor, Pare!

Ela gritou novamente e ouvi o que parecia ser o telefone batendo no chão os gritos de Stephanie foi ficando cada vez mais longe.

E, em seguida, o ar morto.

- Stephanie? Stephanie! Responda porra!

Não obtendo resposta, eu desliguei e chamei a polícia.

Quando cheguei na casa de Stephanie, a porta da frente havia sido esmagada, eu estacionei o carro em seu gramado e pulou para fora, carregando minha pistola calibre .45 comigo.

Corri para dentro, procurando pelos corredores. Tudo estava em câmera lenta.

Então, eu fui para o quarto de Stephanie. Eu acendi a luz e verificado todos os cantos com a minha pistola na liderança. Finalmente, eu abaixei a arma quando algo me chamou a atenção no centro da sala. O celular de Stephanie estava jogado no chão ao lado de sua cama.

No meio da sala no tapete, tinha uma pequena mancha de sangue. Não era mais do que algumas gotas. Mas a visão mais arrepiante de tudo era que a partir da borda da cama dela até a porta de seu quarto que levava para o corredor havia um rastro de marcas de garras que ela tinha deixado como algo ou alguém tivesse arrastado para longe de sua condenação.

Eu não aguentava mais. Virei-Me e sai do quarto. Na saída, eu não pude deixar de notar que ela tinha arrancado a maioria de suas unhas arranhando o tapete e que eles estavam espalhados perto dos trilhos que seus dedos haviam deixado.

Eu podia ouvir as sirenes chegando à distância

Passaram os dias, então semanas, depois meses. A polícia fez investigações, eles me questionaram muitas vezes, minha história era sempre igual. Eu disse a eles a verdade, como eu sabia. Eu acho que eles não acreditaram em mim, mas todas as evidências comprovaram minha história e não havia nada que eles pudessem usar para me julgar como culpado. Então eles me liberaram.

As coisas gradualmente voltaram ao normal.

Nossas aulas voltaram ao normal e eu terminei o ano depois fui para a faculdade.

Mas havia uma coisa que ainda me incomodava a respeito de Rottenbacher. É que ele não desapareceu como as outras pessoas. E a Stephanie tinha feito certo e conseguiu seu item, mas mesmo assim ela foi arrastada.

Isso pode significar apenas duas coisas: Ou as regras estavam erradas, ou foi Rottenbacher que se livrou de minha namorada. Se este fosse o caso, eu mesmo vou lançar minha vingança sobre ele.

Fonte: Medo B

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Eu costumava não ter medo...

Filmes de terror nunca me assustaram de verdade. Livros de terror não tinham nenhum efeito. Casas mal-assombradas não faziam sentido. Eu nunca fui uma criança que cobria o rosto com o cobertor para dormir, ou mantinha o abajur aceso a noite. Quando eu era pequena eu nunca senti necessidade de rastejar até a cama de minha mãe por causa de um pesadelo. Pra começo de conversa, eu nunca tive muitos pesadelos, e os poucos que eu tive, nem poderiam ser considera-los “pesadelos”.

Eu simplesmente nunca tive medo do que se escondia na noite. O sistema de segurança de nossa casa mantinha o verdadeiro “perigo”, humanos com intenções obscuras, bem longe, assim como nosso Rottweiler, que tinha o lindo nome de Assassino. E além de nossos muros, bem, quem poderia temer algo em uma comunidade branca de classe alta? Eu vivi a vida toda dentro de uma bolha de plástico, sem saber o que era medo.
Então por que motivo eu teria medo do escuro?
Até esse momento eu não tinha. Eu via como algo infantil e sem lógica. Obviamente, eu não me sinto mais desta forma. Estou escrevendo isso para avisar você, pois agora é muito tarde pra mim. Eu sei disso agora, e isso me trouxe uma certa calma... Quando eu terminar de te avisar você, tudo vai estar acabado. Então me perdoe se eu estou falando demais... Eu aproveitei a vida um pouco mais do que eu estou disposta a admitir.
Tudo começou com algo que eu achei ser um vírus. Eu tinha sido direcionada para um vídeo chamado "Meninas e Meninos Saem para brincar." Soava bastante inofensivo. Eu achava que era um filme de estudantes de arte, na verdade. A pessoa que tinha me passado o link prometeu que era muito bom. Valia a pena assistir. Eu não consigo lembrar do vídeo. A única coisa que me lembro era a sensação que ele me trouxe. Não era medo, mas era bem perto disso. Era muito desconfortável, eu estava nervosa. E também fiquei vagamente enjoada.
Daí em diante as coisas só ficaram piores. O papel de parede do meu computador tinha mudado para uma foto de uma jovem mulher com um olhar perturbador, me fitando como se fosse de um abismo negro.
Todo o momento então, e com frequência crescendo a cada dia, barulhos estranhos eram emitidos do meu computador, mesmo quando o som não estava ligado. Gritos, risadas estranhas, rangidos...
No momento, eu estava irritada; o medo não haviam me atingido ainda. Então, rostos começaram a "pular" na tela, tipo esses programas ridículos que aparecem rosto gritando que costumavam a assustar meus amigos no ensino médio. Mas era diferente. Eles pareciam reais. Eram rostos de mortos; e eles tinham tido mortes violentas. Eu queria dizer que eu parei de usar meu computador, mas eu não podia. Meu trabalho necessitava que eu usasse meu computador frequentemente. O que eu devia fazer? Não havia mais nenhum computador disponível pra mim. Eu até tentei levar em algum lugar o computador para retirar o vírus, mas ninguém pode me ajudar. Diziam que não havia vírus algum. Falaram que meu computador estava bem.
Mas a coisa só piorava. Os rostos não estavam só aparecendo; eles ficavam. E com aqueles olhos horríveis, apodrecidos, eles prendiam meu olhar. Eu não conseguia desviar o olhar deles e de seus terríveis sorrisos provocantes. E...Meu Deus, o cheiro. Meu computador sempre tinha um cheiro vago de morte em volta dele.
Eu pensei que estava ficando louca. Eu pensei que talvez alguém estivesse zoando comigo. As pessoas na loja onde tentei reparar o computador não faziam ídeia do que estavam falando. Algo estava errado,e eu sabia que tinha concertado. Então, eu comprei um computador novo. Tudo estava legal por um tempo, mas tudo voltou, e com força total. Agora haviam vozes. Agora havia gritos. Agora, os rostos apodrecidos mostravam também os malditos corpos. Eu podia ver cada larva, cada mosca, cada espacinho com pus... E eles estavam me chamando. Falando que em breve, muito em breve, eu estaria me juntado a eles. Eles estavam com muita raiva que eu tinha tentado me livrar deles, e agora me fariam pagar.
Eu não sabia o que fazer. Ignorar o problema não estava funcionando. Eu pensei que era culpa de meus colegas de trabalho. Talvez isso tivesse vindo com um e-mail que eles tivessem me mandando? Eu nunca pensei ser o vídeo. Nem por um segundo. Depois de tudo, isso não era lógico.
Eu estava no fundo do poço. Hoje, eu despluguei o computador e comecei a empacotar. Eu iria sair de férias, limpar minha cabeça, e rezar que tudo voltasse ao normal. A algum minutos atrás eu percebi que eu não iria. A eletricidade caiu, e pela primeira vez na minha vida, eu senti medo de verdade. Eu não tinha ideia que em alguns momentos, eu me tornaria entorpecida. Eu cambaleei pela casa, procurando por uma lanterna, quando eu vi que algo ainda estava produzindo luz.
O computador.
O computador desplugado estava ligado, e a mulher no papel de parede estava se movendo. Acenando pra mim. Eu não pude controlar minhas pernas. Sentei-me em frente dela do outro lado do quarto com a escuridão em minha volta. E então a mulher, como todas as outras imagens que eu havia visto antes, começou a apodrecer. A cena toda apodreceu, e depois a tela ficou preta. E sem luz, sem um meio de ver meu reflexo, eu a "vi" no escuro atrás de mim por um breve momento, uma faca ensanguentada e enferrujada na mão. O computador voltou à vida , e meu papel de parede tinha retornado.
Mas eu sei que não acabou ainda.
Então eu decidi vir aqui. Eu sei que vocês gostam de ficar assustados, certo? Bem, ouça isso de alguém que só recentemente descobriu o medo: Nem sempre vale a pena, e nem tudo é divertido e um jogo. Claro, você provavelmente não vai acreditar em mim. Por que deveria?
É o seguinte... Eu não fui totalmente honesta com você. Não havia vídeo algum. Era uma história. Uma história parecida com essa, com uma um enredo um pouco diferente e talvez com uma melhor narrativa. Eu sei que vocês gostam de histórias que dão um bom medo. Provavelmente é por isso que você começou ler a minha.
Agora que você leu isso, você vai ter o mesmo destino que eu. Eu sei que é cruel, talvez injusto, mas tem de ser feito. Eu só espero que você se conforte sabendo que quando eu for a mulher assombrando seu computador, eu serei mais gentil. Se eu puder, eu usarei uma lâmina que seja menos cega. Fotos daqueles que vieram antes de nós mim que estejam menos grotescas. Sons que sejam menos alarmantes. Mas, novamente, você GOSTA de ficar assustado, não é?
Não se preocupe, eu não vou pedir pra você repostar isso cinco vezes em lugares diferentes. Nada vai salvar você. Porque depois de tudo, nada pode me salvar. A eletricidade ainda está desligada. E agora, atrás de mim, a uma mulher me esperando. Eu verei você em breve.
Tchau...por enquanto...

Fonte: MEDO B

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Eu disse para você sorrir

Foi em 02 de janeiro, às 02h04. Eu acordei com uma batida na porta. Uma batida a cada 3 segundos. Eu coloquei os meus chinelos e desci as escadas. Enquanto eu caminhava para baixo, as batidas na porta ficaram mais rápidas, quase como um piscar de olhos. Quando cheguei à porta, as batidas pararam, eu olhei para fora e ninguém estava lá.
Voltei para o meu quarto e para a cama, pensando que era apenas algumas crianças fazendo uma brincadeira. Às 4:21 eu acordei com a porta da frente batendo. Eu pulei, apavorado. Olhei para minha janela para encontrar "sorria" escrito sobre ela. Peguei meu telefone ao meu lado, pronto para chamar o 911, só para encontrar uma mensagem escrita sobre ele dizendo: "Eu disse para você sorrir". Eu chorei e corri para salvar a minha vida.
Assim eu bati na casa dos vizinhos do outro lado da estrada. Eles responderam e me seguraram enquanto eu chorava. Eles ligaram para a polícia. Exatamente às 5:42, a polícia chegou à minha casa, vizinhos após uma extensa investigação em minha casa. Eles me disseram que não havia nenhuma evidência de qualquer outra pessoa em minha casa. As mensagens na janela foram embora, assim como a do meu telefone. Disseram-me para dormir um pouco e me aconselharam a ver o médico sobre o estresse e problemas de ansiedade. Foda-se. Eu sabia que o que me aconteceu foi real.
Na noite seguinte, depois de passar o dia na casa de meus vizinhos, eu fui para casa. Eu fui para o meu quarto e configurei uma câmera. Eu a configurei para a porta do meu quarto e a minha cama. Eu a coloquei para gravar e fui dormir. Felizmente, eu dormi a noite toda. No entanto, como eu assisti o filme, eu não podia acreditar no que vi.
Às 3 da manhã, algo se arrastou para fora de debaixo da minha cama. Era um ser completamente nu, anoréxico. Ele levantou-se e olhou para mim na cama. Ele fez isso em outra hora, sem se mexer. Em seguida, ele se moveu. Ele caminhou até a câmera até que seu rosto tomou a tela inteira. Ele era extremamente pálido e tinha veias salientes por toda a sua cabeça. Seus olhos eram completamente pretos, com um enorme sorriso no rosto. Ele olhou fixamente para a câmera por mais de duas horas, sem piscar, apenas ligeiramente torcendo sua cabeça a cada vez.
Após duas horas de ele olhando para a câmera ele caminhou de volta para a minha cama e se arrastou de volta ao abrigo. Eu pulei o vídeo para frente até que ele me mostrou levantando-se e caminhando para a câmera. O vídeo acaba ai. Eu estava congelado de medo. O vídeo mostra ele indo de volta ao abrigo, mas não saindo. Seja o que seja, ele ainda estava lá.
Fonte: Caderno do Pesadelo
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Escondidos

“Estou com medo mamãe! Eles estão escondidos embaixo da minha cama!”

Alison agachou ao lado do seu filho, que estava encolhido na cama, e puxou delicadamente o cobertor que cobria seu rosto. Seus olhos azuis observavam, aterrorizados, através do tecido azul.

“Querido, toda noite é a mesma coisa. Sempre com uma nova história sobre algo se escondendo embaixo da sua cama, ou no seu armário, ou na sua caixa de brinquedos. Não há nada a se temer.”

“Não estou com medo deles, mamãe. Estou com medo do que fez eles se esconderem.”

Fonte: Creepy Traduções

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Os dois planos

Muitos especularam que o lado em que vivemos não é o único lado na existência. Aqueles que dizem que isso irá normalmente, em seguida, passar a refletir sobre os reinos de mistério e admiração. A verdade é que existe um segundo plano, mas não é preenchido com as imagens de euforia que a maioria das pessoas acreditam. No entanto, não está cheio de horrores, pelo contrário, é uma réplica perfeita do nosso mundo. Não há diferença. Tudo o que existe em nosso plano também existe no segundo. Até mesmo você existe no segundo plano. Na verdade, essas “cópias” de nós mesmos, os clones extra-dimensionais, são ligados a nós. Qualquer ação que tomamos, eles tomam, e vice-versa. Isso significa que, no outro plano, o seu clone está lendo isso agora.

Neste segundo plano, existe apenas uma diferença. Um Deus reside ali, embora alguns possam chamá-lo de diabo, vigiando os espelhos dos que estão no nosso reino. Este Deus não tem espelho. Ele reside somente no segundo plano. Nossas “Cópias” não podem vê-lo, por razões desconhecidas. Mas ele pode vê-las. Ele sabe o que eles estão fazendo. Portanto, sabe o que você está fazendo. Há apenas um modo de escapar desta vigilância constante, mas você pagaria um preço terrível.

Diante de um espelho. Você vê o seu reflexo? Esta é a sua cópia. Olhe-a diretamente nos olhos, e com todas as suas forças, o que você vê antes de você não é você, mas sim, uma emulação perfeita. Assim que você tiver feito esta descoberta mental, desligue as luzes. Espere um pouco, cerca de dois minutos. Então, ligue-as novamente. Seu reflexo terá ido. Você acabou cortando a ligação entre você e sua cópia. Você não pode mais vê-la, mas ela existe. Agora, no entanto, você será livre para fazer o que quiser, sem a sua cópia, e sem Deus sabendo o que você está fazendo. Você poderia matar milhares de pessoas, e caminhar sem medo de represálias.

No entanto, não é recomendável que você faça isso. Com você cortando o vínculo, o mesmo que efetuou a ligação irá comer lentamente até os restos de um lado do “cordão”. Quando chegar o que você fez para esse lado particular, ele vai começar a corroer a sua alma. Qualquer que seja a versão de que você é, se tornará pálida. Vai feder a morte, seus movimentos se tornarão pesados. Quando se aproximar da fase final da doença, se tornará apenas uma sombra de si mesmo.

Torna-se um fantasma. Amaldiçoado a vagar para sempre na existência, uma alma despedaçada com uma causa perdida. No entanto, se você não for afetado por esta doença, mas sim a sua cópia, você andara livre. Andara sem julgamento. Você será um Deus entre os homens.

Mas tenha cuidado, pois se essa doença consumir o seu lado do plano, você vai cair aos seus efeitos.

Confie em mim. Eu sei.

Fonte: The Creepypasta

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Voodoo

Um garoto de mentalidade irrequieta, assim era James. Seus 13 anos pareciam ter sido dedicados à caça de problemas. Na vizinhança, na escola, todos o conheciam e ao pressentirem sua presença preparavam-se: algo com certeza ia ocorrer.

Uma característica, no entanto, contrastava com a grande atividade mostrada pelo garoto: era fanático por livros, na linguagem dos amigos, um “rato” de biblioteca. Realmente era capaz de ficar horas folheando velhos manuais de reconhecimento de borboletas, enormes Atlas antigos ou qualquer coisa que chamasse sua atenção. Era um verdadeiro alívio para os pais saberem que James havia ido para biblioteca. O que ninguém havia percebido, no entanto, é que muitas de suas idéias com as piores conseqüências havia saído justamente daquele amontoado de saber.

Chegara a montar um para-raio improvisado no barracão do quintal, utilizando velhas pontas de ferro. E, por incrível que possa parecer, o projeto funcionou. Isto é, ao menos metade, pois James esquecera o aterramento. Havia sido pura sorte que durante a tempestade, alguns dias depois não houvesse alguém no local, literalmente destruído.

Agora James tinha achado algo mais interessante, que fugia de qualquer ciência: um livro, na verdade um maço de folhas a cerca do vudú caribenho. Imergiu naquele mundo de zumbis e bonecos que representavam pessoas. Fantasiou a possibilidade de ser realmente verdade. Não cogitou por muito tempo; partiu para a prática. Hábil, costurou dois bonecos. Conforme o livro os mesmos deveriam ter algo da pessoa a quem representariam. Conseguiu uma mecha de cabelo da irmã, enquanto ela dormia, e terminou o primeiro boneco.

Enquanto dava os retoques no segundo boneco, pensava na segunda vítima. Distraído, acabou perfurando o dedo com a agulha e resolveu terminar por então. Testaria o boneco já pronto, e se não funcionasse, deixaria o risco de transformar sua mão em almofada para agulhas. Recitou as preces do livro e foi procurar Mary, a irmã mais velha que tanto implicava com ele. Escondido, pegou a enorme agulha e tocou a perna do boneco; a irmã imediatamente olhou para a própria perna, assustada. James percebeu, e enfiou a agulha, fazendo com que a moça gritasse de dor. A mãe acudiu, mas não encontrava nada que pudesse causar tanta dor a filha. James segurava-se para não rir. Na verdade ficara um tanto assustado, pois realmente não queria machucá-la. Mas a imaginar que poderia usar o segundo boneco para representar o namorado de Mary e trabalhar com os dois juntos, não conseguia conter o riso. Saindo de seu esconderijo, sentiu uma forte fisgada no braço, como se um prego tivesse ali entrado. Nada havia. Na perna uma dor a nada mais forte.

Era como se estivesse sendo dilacerado. Seu corpo começava a sacudir, sem controle. A mãe e a irmã ficaram estáticas, chocadas. James consegue ainda raciocinar e corre para o quarto. Era o outro boneco. Tinha seu sangue, do ferimento da agulha. O boneco que sobrara, era ele. Mais não havia mais tempo. Nero, seu pastor alemão havia descoberto o brinquedo e o destroçava, sem perceber seu dono partindo-se a cada dentada.

Fonte: The Creepypasta

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Portal para o nada

Lendas dizem que, das 2 da manhã até as 5 da manhã da noite de Halloween, um portal se abre para a Escuridão. Voce pode tirar vantagem dele... por um preço. Voce deve ficar parado em um quarto escuro em frente a um espelho olhando a escuridão. Se voce estiver no quarto durante esse momento, uma criança sem pele e com os olhos negros aparecerá. Voce sentirá um medo inexplicável. Coloque sua mão direita no espelho e sussurre "Eu aceito." A criança olhará no fundo da sua alma. Voce ouvirá o zumbido de abelhas e de sussurros nervosos. A criança te perguntará 5 coisas que aconteceram em sua vida. Para cada pergunta respondida incorretamente, um de seus sentidos será consumido. Porém, para cada pergunta respondida corretamente, voce poderá falar o nome de alguém que voce conhece. Essa pessoa será achada morta em sua casa, com os olhos negros e sem pele.

Fonte: Creepypasta Brasil

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Experiência

Bem, o que relatarei aconteceu com uma ex professora minha de faculdade, aliás, pessoa que tinha uma visão muito abrangente e clara dos fenômenos que abrangem a pluralidade das existências. Esta minha professora sempre teve muita dificuldade para engravidar, chegando a fazer tratamentos diversos, mas nunca conseguiu, Até certo dia…

Nos idos anos 90, ela descobriu-se grávida, fato confirmado em exame de sangue, logo nas 8 primeiras semanas gestacionais… A gestação trouxe muita alegria a ela e ao marido, mas trouxe junto um receio, um medo do tesouro tão esperado ser perdido devido às complicações naturais das gestações de maior risco.

Devido este medo, apenas seu esposo e sua mãe ficaram sabendo da gravidez, e se comprometeram a guardar segredo até que esta estivesse difícil de esconder, devido ao crescimento uterino; porém, às vezes a vida prega surpresa. Duas semanas após, ocorreu o tão terrível abortamento, que foi um duro golpe para sua família…

Após 18 meses, eles foram agraciados com uma nova gestação, que graças a Deus foi a termo, e originou uma menina linda, de nome Ana Júlia.

Um belo dia, no momento com 6 anos de idade, a Ana chega para minha professora, e diz:

- Mamãe, você teria tido outro filho antes de mim, né?

A minha professora ficou bastante surpresa, afinal combinara com todos para que o assunto fosse enterrado, tamanha fora sua dor e decepção, e não queria que sua pequena soubesse desse tipo de assunto tão cedo, e assim, tentando descobrir quem era o (a) linguarudo (a), pergunta:

- Quem te disse isso, Aninha?

E a pequena responde:

- Ninguém, mamãe… Não vim naquele momento porque eu não estava pronta.

Fonte: Creepypasta Brasil

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Nunca deixe o homem frio entrar

Eu tive um sonho na noite passada. Do tipo que parece real até o exato momento em que você acorda.

Algumas coisas nele estavam estranhas... certas coisas estavam realmente estranhas, mas nunca me ocorreu que aquilo poderia não estar acontecendo. Eu ainda não estou pronto pra dizer que aquilo não aconteceu. Eu não sou espiritualizado e realmente não entendo dessas coisas. Eu só sinto que estive em algum lugar e voltei, e sei que algo realmente aconteceu quando eu acordei... e acho que enquanto eu dormia também.

Eu fui pra cama na noite passada com uma sensação estranha. Todos nós nos lembramos das vezes em que nos sentimos como se estivéssemos sendo vigiados, mas era mais do que isso. Eu senti como se tivesse alguém lá comigo, mas mesmo assim não consegui deixar de cair no sono.

Não me lembro exatamente do começo do sonho. A primeira coisa que eu me lembro é de estar na minha casa e caminhar. Eu estava simplesmente andando pela estrada. Todas as casas vizinhas tinham desaparecido. Eu estava em uma estrada longa e vazia e não havia ninguém por perto, exceto eu. Eu não me lembro do que estava fazendo em casa antes, mas deveria ter ficado lá por um tempo antes de começar a caminhar. Eu só me recordo de sentir um forte desejo de caminhar.

Eu me senti bem andando pela estrada. Estava frio e escuro e eu me senti um pouco perdido, mas não estava com medo – não como estava no meu quarto.

Não sei quanto tempo passei na estrada. Pareceu um longo tempo. Tipo, dias, mas eu nunca me sentia cansado e somente queria continuar andando.

A estrada mudou depois de um tempo. Ela havia sido reta e sem detalhes o tempo todo, mas eventualmente eu alcancei uma curva e depois uma bifurcação. Quando cheguei à bifurcação, não estava mais sozinho. Uma voz familiar chamou por mim da beira da estrada.

"É bom ver você", a voz sussurrou. "Só sinto muito por te ver aqui".

Eu me virei pra encarar a voz, sabendo quem eu iria ver. Era um velho amigo de infância – alguém que eu não via há anos. Ele estava só um pouco diferente de como eu me lembrava, não muito. Ele estava mais velho do que da última vez que o vi, obviamente, mas de alguma forma parecia ser pelo menos alguns anos mais novo do que eu – mesmo que devêssemos ter a mesma idade. Ele também estava muito pálido. Inacreditavelmente branco, na verdade, e tinha olheiras profundas ao redor dos olhos, tão azuis quanto seus lábios estavam.

"O que está fazendo aqui?", perguntei.

"Estou aqui pra te avisar", ele respondeu.

Naturalmente, eu era todo ouvidos.

"Há um homem na sua casa exatamente agora", ele explicou.

"Como assim tem um homem na minha casa? Eu estava lá agora há pouco... eu acho."

De fato, eu não sabia quanto tempo estive lá. Não sabia há quanto tempo estava andando.

"Você não entende", meu amigo gaguejou com evidente urgência na voz. "Ele está realmente na sua casa bem agora."

Eu não fazia idéia do que ele estava falando, mas eu estava curioso.

"Quem é ele?" eu perguntei.

"Ele é o Homem Frio. Ele vai até as pessoas à noite quando elas estão com medo."

O Homem frio? Nunca tinha ouvido falar de alguém assim antes. Eu queria saber mais, então perguntei "o que ele faz?"

"Ele espera até que seja notado, então age. Sabe aquele arrepio que você sente na espinha quando algo te assusta de verdade? Não são só calafrios. É ele parado atrás de você."

"Pra que?" eu indaguei. "O que ele faz quando você o percebe?"

Meu amigo desviou o olhar. Ele não respondeu à pergunta.

"Só não o deixe entrar", ele avisou.

"O que você quer dizer?"

"Ele pode ficar por perto pra sempre", meu amigo explicou. "Ele vai andar pela sua casa à noite e até ficar parado no seu quarto enquanto você dorme... como ele está no seu agora. Ele consegue saber onde você está. Ele pode até estar olhando diretamente pra você, mas não vai te achar a menos que você o deixe entrar."

"Como ele te encontra? Quero dizer, como você o deixa entrar?"

Meu amigo olhou para os dois lados da estrada, como se estivesse preocupado que alguém pudesse ouvir. Ele se inclinou pra bem perto de mim e sussurrou, "Se você o vir, o ouvir, ou se de repente começar a sentir muito frio... não se mova. Não fale com ele. Não admita que ele está ali. Jamais o deixe entrar."

"Eu não entendo", eu disse. "Como eu me livro dele?"

"Você não pode", meu amigo respondeu com uma voz baixa e hesitante. "Olha, estou sem tempo."

"Sem tempo?" eu repeti, sem saber o que ele quis dizer exatamente.

Meu amigo sacudiu a cabeça. Seus olhos estavam arreganhados e ele estava tremendo. À distância eu notei uma figura negra o perseguindo, mas algo me impediu de falar.

"Meu tempo acabou", ele balbuciou. "Não importa o que você faça, só não o deixe entrar, e não importa o que faça... não responda a ele."

Algo puxou meu amigo para as sombras e de repente eu não podia mais vê-lo. Entretanto, antes que eu pudesse ir atrás dele, acordei assustado com um barulho alto. Eu estava sentado no meu quarto, totalmente vestido e de tênis. Eu podia jurar que não estava vestido quando fui pra cama. Meus tênis e pernas estavam cobertos de poeira, meus pés estavam doloridos e eu podia ouvir um ruído soando bem próximo de mim. Na confusão de acordar de um sonho tão vívido não o reconheci imediatamente. Estava com tanto frio.

Então olhei pra baixo e vi meu telefone. Era a fonte do ruído. Lembrando das palavras do meu amigo, não atendi. Eventualmente, ele parou de tocar.

O quarto estava frio como gelo. A sensação de que eu estava sendo vigiado estava mais forte do que quando fui dormir. Eu podia ouvir algo se movendo dentro do meu armário, mas eu não me atrevi a me mexer. Só fechei meus olhos e esperei. Depois de um tempo, ouvi passos se afastando, ainda de dentro do armário. Era como se eles estivessem andando por algum corredor escondido, apesar do meu armário ser pequeno e eu não ver nada fora do normal nele.

Quando os passos se afastaram o suficiente, o frio foi embora.

Ele não entrou dessa vez. Se meus sonhos foram verdade – se a coisa no meu armário era quem eu penso que era – eu não devo jamais deixá-lo entrar. Contudo, acho que ele ainda volta essa noite. É quando ele deveria vir, segundo o que meu amigo me disse.

Eu não sei o que aconteceu com meu amigo, mas espero que as pessoas se lembrem de seus avisos. Se você começar a sentir frio enquanto lê isso, não se assuste. Se ouvir algum barulho na sua casa, simplesmente ignore. Você não pode se dar ao luxo de deixá-lo te encontrar.

Nunca deixe o Homem Frio entrar.

Fonte: Creepy Traduções

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O casarão da rua Flee

Era tarde da noite, algo em torno das 3:30 da manhã. A cidade estava fria, silenciosa e o tempo anunciava chuva. Eu e meu amigo estávamos voltando de uma noitada quando tivemos a ideia de entrar no casarão abandonado da rua Flee. O casarão da família Hopkins, que viveu ali durante duas gerações. Não foi preciso pensar muito - já que não estávamos pensando direito devido ao álcool. Decidimos ir.

A rua Flee era praticamente deserta e o único movimento que podia ser visto era o das folhagens e folhas das árvores quando sopradas pelo vento, assim como suas respectivas sombras que dançavam entre os muros. As vezes um ou dois cães também podiam ser avistados perambulando por perto. Chegamos a rua Flee em menos de 10 minutos. O casarão dos Hopkins ocupava um quarteirão inteiro, e as casas vizinhas, menores, estavam todas para alugar. Poucas eram as pessoas que moravam nas redondezas, se é que moravam. Pensando melhor agora, é bem raro ver uma luz acesa, mesmo nas casas habitadas. Os portões de metal do casarão estavam abertos, cobertos por ferrugem, folhagens e trepadeiras que desceram o muro e se enrolaram por entre as grades, forçando-as a permanecer sempre abertas. Entramos com o carro, devagar. Meu amigo ergueu a luz dos faróis; estava muito escuro e conseguíamos ver apenas o que era iluminado por eles. Parecia até que a luz da Lua não conseguia penetrar na residência. Uma fileira de mato e arbustos acompanhavam as laterais da estradinha pela qual o carro seguia - a vegetação reivindicou seu espaço, literalmente.

Feita apenas para pequenos automóveis passarem, a pequena estrada era cheia de curvas meticulosamente desenhadas. Ao final ela dobrava para a esquerda, e seguia adiante, fazendo mais uma curva que levava novamente até a saída. Estacionamos o carro bem em frente a enorme porta tom de vinho. Era uma porta dupla, com detalhes que lembravam aqueles portões medievais.

Construída em meados de 1950 pelo mais famoso arquiteto do estado da Califórnia, Jonathan Henrique Reew - que aparentemente cometeu suicídio logo depois de terminadas as obras - este enorme casarão nunca teve outros moradores depois da misteriosa morte de seus donos.

O dono original e idealizador da propriedade era o Sr. Henrique Hopkins, um rico empresário, dono da maior fábrica de porcelanas do Estado. Ele faleceu em 1985, suicidando-se com um tiro na cabeça. Naquele tempo, muitos rumores surgiram para explicar seu suicídio. O mais famoso dos rumores é o de que ele foi atingido por uma forte depressão após o falecimento de sua esposa, a Sra. Louise Hopkins. Dizem que a depressão foi tanta que ele chegou a construir uma versão porcelana de sua amada, apenas para faze-lo companhia. Porém, isto nunca passou de um rumor, é claro.

Mas essa nem é a melhor parte. Após sua morte, a propriedade ficou para sua única filha, Mary Antonieta Hopkins. A garota herdou a casa muito jovem, aos 19 anos. Ela era de poucas palavras; seu cabelo avermelhado realçava a palidez de sua pele, assim como seus negros e delineados olhos. Mary não costumava sair de casa e também não gostava de receber visitas, nem mesmo de seus parentes. Era raramente vista até mesmo pelo jardineiro, que cuidava do terreno três vezes por semana. E para surpresa de todos, foi com este mesmo que ela se casou pouco tempo depois.

O jovem jardineiro e estudante de artes, Nicholas Creedance, costumava ser alegre, carismático, e tinha muito amigos, mas depois do casamento tornou-se frio e não aparecia mais. Seus amigos e familiares tentavam visita-lo, mas sempre arrogante, ele os mandava embora sem nem abrir a porta. As vezes até ameaçava as pessoas mais insistentes. Um primo de Nicholas disse que em uma de suas visitas, pela janela ele avistou o primo pintando o que parecia ser um manequim, ou algo do tipo. Ao perceber sua presença, Nicholas rapidamente fechou as cortinas e gritou para ele ir embora. Seu rosto estava magro, pálido e com olheiras.

Com o tempo os moradores foram se acostumando a estes terríveis vizinhos, e ninguém mais os visitava. Vários meses se passaram e ninguém mais nem ouvia falar deles. Quase um ano e meio e algumas pessoas passaram a comentar que nunca viam nem mesmo um carro entrar ou sair daquela residência. As correspondências nunca eram pegas, e o jardim também estava descuidado. O mato já até invadia a calçada. Estas circunstâncias levaram alguns policiais a ir investigar. Entraram facilmente pelos portões e bateram na porta, chamando pelos donos, mas estes não apareceram. Decidiram então arrombar, mas para surpresa deles, não foi preciso. Um pequeno empurrão e a porta abriu gentilmente, como se convidasse-os.

Segundo relatos, o interior da casa era deslumbrante e estava impecável. Tudo muito limpo e cuidado. Os enormes lustres iluminavam tudo e davam vida ao local e as decorações. O chão era tão limpo que refletia tudo, cada luz, cada móvel. Ao mesmo tempo, porém, a sensação de abandono era notável. Não havia som algum, a não ser o tec tec dos coturnos no frio piso. Os policiais então anunciaram a entrada e como ninguém apareceu, resolveram investigar a casa toda, começando pelo primeiro andar. A sala de estar estava em perfeita ordem, com a lareira acesa. O tapete marroquino limpo, sem pó, assim como todos os móveis. Certamente eles eram muito caprichosos, já que não possuíam empregadas domésticas.

Na cozinha, porém, a situação era diferente. Estava tudo um brinco, a louça posta a mesa, candelabros acesos, toalha, copos com vinho e tudo mais. Acontece que a mesa estava servida, com carne crua e apodrecida, tomadas por vermes. A salada e o restante encontravam se no mesmo estado. O vinho nas taças também cheirava mal. Aquilo foi horrível de se presenciar. Mas foi apenas no segundo andar que eles presenciaram cenas das quais nunca mais se esqueceriam. Símbolos e escritas em tom vermelho escuros manchavam as paredes de um dos corredores. Velas a muito tempo apagadas percorriam toda a extensão do mesmo, até chegarem a uma porta. A única porta daquele corredor esquisito. Ao se aproximarem, uma leve canção de ninar podia ser ouvida. Era uma bonita e acolhedora canção. Um dos policiais empunhou a arma e ficou em guarda, enquanto outro abriu a porta. Eles entraram e, o que viram, fez até o único ateu entre eles sussurrar o nome de Deus.

O casal Mary e Nicholas estava deitado na cama de mãos dadas, com os dedos bem entrelaçados e olhos escancarados. Um enorme sorriso de satisfação estampava o rosto de ambos. Mary estava maquiada, vestia um vestido rosado de seda, sapatos vermelhos e um colar de brilhantes. Nicholas também estava elegante. Ele vestia um terno escuro, gravata e sapatos bem engraxados. Os dois estavam mortos e bastante decompostos.

O lado da cama um manequim pintado de forma realista estava sentado ao lado de um berço. Sua expressão era feliz, mas, havia algo estranho no sorriso daquele manequim. Parecia um sorriso de prazer. O berço a frente dele era a fonte daquela melodia, e deitados de costas um para o outro havia dois bebes em estado de decomposição. O choque foi tanto que os policiais só perceberam o terrível cheiro de morte e putrefação instantes depois.

Não demorou muito para a imprensa mundial tomar conta do local. Diversos rumores, histórias de terror, lendas e boatos surgiram ao longo dos anos. Os policiais que participaram da operação se recusaram a dar entrevistas, mesmo com enormes quantias sendo-lhes oferecidas. Os detalhes daquela tarde só foram expostos porque um familiar achou o diário de um dos policiais que liderou a entrada na residência. No diário ele contava tudo exatamente desta forma. Sua dificuldade para dormir, quando começava a ouvir choros de bebê e músicas de ninar durante a madrugada. Ele também falava das inúmeras vontades de cometer suicídio que invadiam sua mente ao longo dos anos; dos remédios que começou a tomar, e da luta diária que enfrentava para tentar parecer bem aos olhos de seus netos, que sabiam que algo estava errado. Mais tarde, porém, acabou sucumbindo e precisou de tratamento psiquiátrico. Ele morreu de causas naturais, poucos tempo depois, aos 69 anos.

As pessoas mantinham distância. Os moradores mais próximos se mudaram. A Rua Flee era uma rua mal vista, e como não havia ninguém que quisesse morar na residência dos Hopkins, os parentes de Nicholas venderam o casarão a um rico empresário que possuía planos para aquele enorme terreno. A casa e tudo mais deveria ter sido demolida a alguns anos atrás, mas até hoje isso não aconteceu.

Parados em frente aquela enorme porta vermelha, eu e meu amigo ainda decidíamos se deveríamos sair do carro ou não. Até que ele puxou o freio e retirou o cinto.

- A gente veio aqui pra ficar dentro do carro? Bora sair!

Meu amigo estava entusiasmado, eu nem tanto. Falávamos sobre invadir esse casarão desde o ano passado, mas falar era mais fácil do que fazer. A coragem não chegava nunca. Os ''benefícios'' de invadir um local desses, porém eram enormes. Ninguém tinha fotos de lá de dentro, e se postássemos na internet ficaríamos conhecidos. Sem falar que deveria ser um bom lugar pra levar as garotas. Transar lá dentro deve dar uma adrenalina daquelas (claro que a ideia era bizarra, mas ela sempre vinha a tona quando bebíamos muito). Foram estes pensamentos que encorajaram nossos idiotas e anestesiados cérebros a finalmente lançarem sinais elétricos ao nosso corpo, fazendo com que nos mexessemos para fora do carro. Mas antes de finalmente sair eu ainda disse:

- Calma um pouco, deixa eu dar mais uma olhada. Nunca se sabe né?

- Tá, tá. Pega aqui minha lanterna então.

- Boa. - Agradeci.

Para chegar até a porta, antes era preciso subir o pequeno lance de escadas de mármore. Cinco degraus ao todo. A luz da lanterna permitia uma boa visão. A tintura da porta e das paredes estavam desgastadas, e pequenos buracos haviam se formado nos enormes pilares de concreto que sustentavam o que parecia ser uma sacada do segundo andar. Ao lado da porta principal haviam 3 enormes janelas de vidro, uma delas havia levado uma pedrada.

Estava ficando cada vez mais frio, e uma leve e fina garoa começou a cair. Eu estava tentando enxergar além, mas infelizmente estava escuro demais e nem mesmo a luz da lanterna conseguia penetrar o vidro das janelas.

- Tá bem, então. Se tu for eu vou. Mas não vá, por favor.

Meu amigo fechou a jaqueta, colocou o boné e abriu a porta.

- Bora.

- Merda. - sussurrei.

Ele então caminhou subiu as escadas e parou perto da porta, virou o rosto e olhou pra mim, num gesto de ''tá esperando o que?.'' Eu estava parado de pé do lado de fora do carro, com a porta aberta. A luz da lanterna acesa, acompanhando meu amigo a medida que ele prosseguia. Voltei a argumentar sobre o que estávamos fazendo. Acho que a esse ponto o efeito da bebida já estava passando, e ao meu ver, era melhor se estivéssemos ali de tarde. Meu amigo, porém, acabou me convencendo.

- Tá bom, tudo bem seu merda. Mas espera um pouco que vou mijar antes. - disse finalmente.

Ele concordou, me dizendo pra não demorar. Fui até a árvore mais próxima e descarreguei o que tinha pra descarregar. Aquilo foi tão bom que até me encorajou. Mas quando virei não encontrei meu amigo.

- Falk?

Chamei por ele, gritei. Mandei ele tomar no cu por estar querendo me assustar, mas nada. Nem sequer uma resposta. Olhei pra todos os lados, iluminando as áreas mais escuras com a lanterna, mas nem sinal mesmo dele. Foi quando percebi que a porta da frente estava ligeiramente aberta. Aquilo me deixou puto da vida. Ele entrou sem mim, que desgraçado.

Peguei o celular para olhar a hora, já eram 4:03 da manhã. Voltei a guarda-lo no bolso e caminhei em direção a porta, mas logo que pisei no primeiro degrau uma sensação horrível passou pelo meu corpo. Eu simplesmente travei. Um frio na espinha me fez ficar imóvel de repente. A temperatura parecia ter caído uns dez graus em menos de 1 minuto.

Numa tentativa de adiar um pouco minha entrada no casarão, decidi voltar ao carro pra pegar minha jaqueta. Peguei-a e quando me virei as luzes da casa se acenderam e vi meu amigo parado na porta. Ele vestia terno, estava pálido e caminhava lentamente em minha direção. O pavor tomou conta de mim por completo. Abri a porta do carro, corri até meu amigo e o fiz entrar no carona.

- Merda, merda! Foi um erro a gente ter vindo aqui. Eu sabia! Merda!

- Vai... Tira a gente daqui. - Sussurrou ele. Seus lábios estavam com uma coloração roxa.

Nesse momento a chuva engrossou e trovoadas começaram a penetrar entre as árvores. As luzes do casarão voltaram a apagar. Nossos corpos foram jogado pra trás assim que enterrei o pé no acelerador. Nem me preocupei em usar a estradinha, fui cortando caminho pelo matagal até chegar nos portões de saída.

Estávamos na estrada agora. A chuva estava muito forte e as trovoadas eram frequentes. Uma rápida olhada no retrovisor mostrou a expressão de horror na minha face.

- Co - C - Coloca o cinto cara, coloca ele. - Falei gaguejando.

Falk não me respondeu. Olhei novamente pra ele. Seus lábios estavam ainda mais roxos, e sua pele super pálida. Ele não estava nada bem, precisava imediatamente ir a um hospital. Mas meus pensamentos foram cortados assim que ele começou a falar.

- Estamos bem longe da casa já, não é mesmo?

- Sim, estamos. Acho que sim. - Respondi, tentando olhar pra ele e pra estrada ao mesmo tempo. Mas era melhor me focar na estrada, pois com aquele tempo, mal dava pra enxergar o que havia a frente.

- Ótimo, então... - Sua mão encostou no meu ombro. - ... nunca mais volte lá, nem por mim, por favor.

No momento em que ele disse isso, olhei pro lado e não o vi mais. No susto, freei o carro bruscamente, derrapando na pista molhada. Quando o carro finalmente parou, olhei para o banco de trás. Nada. Sai do carro em meio a chuvarada, procurando pelo meu amigo, gritando o nome dele, mas não o encontrei em lugar nenhum. Já chorando, liguei para seu celular, varias vezes. Na última tentativa alguém atendeu.

- Falk!? Falk!?

Mas do outro lado da linha ninguém respondia. Não ouvi vozes nem nada, apenas uma bela canção tocava ao fundo. Uma canção de ninar.

Conto escrito por: Otávio Augusto Hoeser

Fonte: Medo B

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O espelho

Na próxima vez em que você estiver sozinho em seu quarto, desligue as luzes. Pense em algo no seu corpo que varie em comprimento, como cabelo. Ele deve ser totalmente visível de onde você está. Pegue uma régua e, olhando para o espelho, rapidamente segure um fio aleatoriamente. Você tem que confundi-lo. Segure a posição da melhor forma que conseguir e preste atenção no comprimento mostrado na régua do espelho. Agora olhe para baixo. O seu será diferente.

Não olhe de volta pra cima.

Nunca mais dê as costas para esse espelho.

Fonte: Creepy Traduções

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A escuridão

Pode me chamar de antiquado, mas Counter-Strike ainda é, de longe, o meu jogo favorito.

Tarde da noite, sozinho no dormitório, jogando até as três da manhã, com volume no máximo. É isso aí, assim que eu gosto. E hoje não seria diferente.

Eu liguei meu MacBook Pro. A tela brilhante refletiu direitinho meu quarto estreito e comprido. Todos os dormitórios eram feitos pra apenas uma pessoa, então eu estava sempre sozinho. Meu notebook estava posicionado em cima da mesa, na parede oposta à porta.

Mas nessa noite, enquanto navegava na internet, um amigo meu subitamente me mandou uma mensagem pelo facebook.

“Ei cara! Dá uma olhada nesse mapa de CS! (Link para download)”, Kevin me disse.

Como ele era um viciado em Counter-Strike que nem eu, eu abri o link. O mapa era chamado de “A Escuridão”. Com a minha internet de 10Mb, fiz o download em um instante. Empolgado, abri o CS imediatamente pra testar o mapa. Selecionei a boa e velha partida de 5 contra 5.

O mapa, fazendo jus ao nome, tinha muitas áreas escuras. Era ambientado na madrugada, com apenas o reflexo pálido do céu noturno e algumas lâmpadas iluminando o lugar. Paredes de pedra delimitavam cada corredor, que eram cheios de vinhas longas e esverdeadas. Corredores escuros e túneis serpenteavam pelo centro do mapa.

Ao redor do centro havia uma área elevada, perfeita para usar o rifle sniper em jogadores desavisados, atirando por buracos no teto dos túneis. Pontes também mantinham o mapa interessante, cruzando os arredores de ponta a ponta.

“A Escuridão” parecia não ter nada de especial. Havia duas formas de matar jogadores nesse mapa: a primeira, que eu gosto de chamar de método “bunda-mole”, era acampar com o rifle nas áreas elevadas. Era quase fácil demais, porque as trevas te davam praticamente camuflagem automática. Dava pra acumular uma tonelada de “kills” rapidinho.

A próxima zona era uma parte mais interessante do mapa, que se passava no labirinto de túneis, no centro. Era perfeita para ataques surpresa ou mortes nas esquinas.

Como de costume, eu acumulei mais da metade dos pontos do meu time nos primeiros rounds, mesmo enquanto trocava entre os dois modos de jogo.

Foi a partir do 5º round que eu comecei a perceber algumas coisas.

Uma vez, enquanto eu circulava pelo mapa, comecei a escutar alguns estalos. Não eram nada parecidos com os ruídos que eu geralmente escuto nos mapas do CS. E os passos de alguns jogadores também começaram a soar diferentes. Ao invés do baque surdo dos coturnos militares, eu ouvia rangidos metálicos, mesmo quando parecia que não tinha ninguém por perto.

Então eu notei um personagem extra no mapa.

Enquanto estava na área elevada, uma figura suspeita apareceu nas florestas, no limite do mapa. Era impossível subir ali. Curioso, eu dei zoom com minha mira, mas a figura humanóide tinha sumido.

No round seguinte, a figura apareceu novamente. Dessa vez, ele estava apenas a alguns passos de distância, então pude olhar melhor pra ele. O cara usava um sobretudo marrom, até os joelhos, todo abotoado. Um par de calças da mesma cor completava seu figurino antiquado.

A única coisa mais intrigante do que as roupas dele, era seu rosto. Ele tinha olhos negros e redondos, com um olhar vazio direto pra mim. Um sorriso sinistro acompanhava o conjunto, mas o homem parecia não ter lábios. Uma cor acinzentada cobria o resto o resto do rosto do homem.

Assim como eu faço com qualquer adversário que encontro, atirei nele. Uma bala atrás da outra, mirando direto no corpo magro, de cerca de 1.80 de altura. Parecia que as balas não surtiam nenhum efeito. Antes que eu pudesse tentar outro meio de matá-lo, outro jogador me matou.

Uau! Esse mapa tinha algo especial no final das contas. Um personagem extra, quase impossível de matar? Uma onda de empolgação me atingiu como nunca antes, como se fosse a primeira vez que eu colocava as mãos nesse jogo.

Eu passei um bom tempo dos round seguintes tentando encontrar e matar esse personagem, mesmo que isso significasse diminuir minhas estatísticas no jogo. Eu notei que o homem só aparecia em lugares escuros, de forma aleatória ao redor do mapa.

Muitas das vezes ele ficava brincando comigo. Quando eu corria até ele, ele ficava parado, mas eu não conseguia me aproximar. Em outras ocasiões, enquanto eu atirava nele, o cara se contorcia e sacudia violentamente, como se milhares de balas o atingissem ao mesmo tempo. Mas uma coisa permanecia sempre igual: eu nunca conseguia matá-lo.

Já devia ter passado uma ou duas horas, e eu estava começando a ficar com sono. Tentar matar o homem misterioso tinha se tornado um esforço chato e inútil. Foi bem divertido enquanto durou, então fechei o jogo. Fechando em 3...2…1… e o monitor do meu computador desligou.

Mas algo permaneceu na tela. A mesma figura sombria vestindo marrom estava parada no canto direito. Meu Macbook agora estava dando defeito?

Então a figura chegou mais perto, e mais perto, e mais perto. Agora, sua face cinzenta, com órbitas oculares vazias e sorriso sinistro, ocupava a maior parte do monitor. Então eu percebi.

Eu estava olhando para o reflexo da tela.

Fonte: Creepy Traduções